Após três dias de julgamento e análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na madrugada desta sexta-feira (2), os três acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri. Somadas, as penas chegam a 68 anos, 9 meses e 30 dias de prisão, em regime inicialmente fechado. A sentença foi proferida às 0h49.
Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, recebeu 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi condenado a 25 anos, por fornecer a arma usada no crime. Já o coronel reformado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas recebeu pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias, por participação como intermediário e financiador. A prisão preventiva dos três foi mantida.
Os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram as três qualificadoras apontadas na denúncia: homicídio mediante paga ou promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima e uso de arma de fogo de uso restrito. Durante o julgamento, a acusação apresentou depoimentos, provas da investigação e dados sobre movimentações financeiras que, segundo os promotores, indicariam pagamentos de R$ 124,25 mil antes do assassinato e R$ 60 mil depois da execução.
Zampieri foi morto em 5 de dezembro de 2023, ao entrar em seu veículo após sair do escritório, em Cuiabá. Segundo a investigação, Antônio aguardou o advogado na calçada e utilizou uma arma escondida em uma caixa de presente. As apurações apontaram planejamento relacionado a disputas de terras e decisões judiciais. O julgamento encerra, nesta etapa, a responsabilização dos três executores e participantes apontados na ação penal.





















