A disputa pelo comando da Câmara de Cuiabá ganhou mais um capítulo após a primeira-dama e vereadora Samantha Iris (PL) sair em defesa das medidas adotadas pelo prefeito Abilio Brunini (PL) contra regras internas do Legislativo. Líder do gestor na Casa, ela afirmou que a judicialização do Regimento Interno não representa tentativa de interferência, mas uma estratégia de proteção diante de articulações políticas.
Segundo Samantha, diferentes grupos estariam tentando enfraquecer a gestão municipal e conquistar espaço na Mesa Diretora da Câmara para o biênio 2027/2028. A mesma argumentação, de acordo com ela, já havia sido utilizada durante a disputa que terminou com a eleição da vereadora Paula Calil (PL) para a presidência da Casa em janeiro de 2025.
“A gente precisa ter em mente que interferência é uma coisa e proteger-se é outra. Eu tenho visto que o Abilio tem tentado se proteger dessa tentativa de grupos políticos querer interferir na Prefeitura ou querer achar que ele vai ter que ceder à pressão de grupos políticos”, declarou.
A vereadora questionou as críticas feitas ao prefeito e afirmou que o debate sobre interferência política precisa envolver todos os lados. “Eles falam muito de interferência, mas interferência de quem? Vamos falar de todas as interferências que tem, né?”, afirmou.
Em entrevista à imprensa, Samantha citou uma possível influência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) na disputa interna da Câmara, mencionando a articulação do vereador Ilde Taques (Podemos), que busca apresentar candidatura à presidência da Casa e pertence ao mesmo partido do deputado Max Russi, presidente do Parlamento estadual.
Ela também mencionou o rompimento da vice-prefeita Coronel Vânia Rosa com Abilio e sua aproximação com o MDB da deputada Janaina Riva. Para Samantha, a movimentação faria parte de um cenário de disputa entre grupos políticos pelo controle da Prefeitura e do Legislativo municipal.
“Eles falam de interferência quando é conveniente para eles. Ninguém fala que tem um grupo que é da Assembleia Legislativa, que hoje quer tomar conta da Câmara, que quer ganhar a presidência da Câmara para ‘botar a faca no pescoço’ do prefeito”, declarou.
A ação apresentada por Abilio na Justiça questiona a exigência de quórum de dois terços para alterações no Regimento Interno da Câmara e busca permitir que mudanças sejam aprovadas por maioria simples. A medida é vista como estratégica para viabilizar a tentativa de Paula Calil de disputar uma nova eleição para a presidência da Casa na mesma legislatura.






























