MATO GROSSO

CONGRESSO NACIONAL

Zaeli cobra menos burocracia para CACs e diz que demora da PF desestimula acesso legal às armas

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O deputado federal Rodrigo Zaeli (PL) afirmou nesta quinta-feira (10), durante entrevista à Rádio Verde FM, que pretende intensificar a defesa dos Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) no Congresso Nacional. O parlamentar criticou a demora nos processos conduzidos pela Polícia Federal e afirmou que a burocracia excessiva tem dificultado o acesso legal às armas por cidadãos que cumprem todas as exigências previstas na legislação.

Segundo Zaeli, o problema não está nas regras para aquisição de armas, mas na lentidão da análise dos pedidos. Para ele, quem busca o registro de forma regular enfrenta obstáculos que acabam desestimulando o exercício de um direito previsto em lei, especialmente em estados como Mato Grosso, onde muitos moradores vivem em áreas rurais.

“O problema é que o governo tem que tratar esse serviço como qualquer outro serviço público. Quem procura regularizar sua situação quer rapidez, transparência e respeito aos prazos. Hoje, os processos ficam parados, são engavetados e isso acaba desestimulando quem quer fazer tudo dentro da lei. Se a legislação permite a aquisição da arma, o Estado tem obrigação de prestar esse serviço com eficiência”, afirmou.

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O deputado também rebateu críticas de que a flexibilização dos procedimentos poderia aumentar os riscos para a segurança pública. Segundo ele, a maioria das armas utilizadas em crimes não pertence a cidadãos legalmente registrados e tem origem no mercado ilegal.

“Quem pretende cometer um crime não vai procurar se regularizar para comprar uma arma. As armas usadas pelas facções e pelos criminosos entram de forma clandestina no país. O cidadão que passa por exames psicológicos, faz cursos, cumpre todas as exigências legais e registra sua arma não pode ser tratado como se fosse bandido”, declarou.

Zaeli ainda citou dados utilizados por ele em debates no Congresso para sustentar sua posição. “As armas regulares apreendidas representam uma parcela muito pequena das ocorrências. Em muitos casos, são armas furtadas de policiais ou de proprietários legalizados. O foco do combate deveria estar no tráfico de armas e no crime organizado, e não em quem segue a legislação.”

Ao encerrar o assunto, o parlamentar defendeu atenção especial aos moradores da zona rural de Mato Grosso. Segundo ele, produtores e famílias que vivem em regiões mais afastadas precisam ter garantido o direito de buscar proteção dentro da legalidade, desde que cumpram todos os requisitos estabelecidos pela legislação brasileira.

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