A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta quinta-feira (25) que a Câmara Municipal ainda mantém parados mais de R$ 22 milhões destinados à Saúde, mesmo após aprovar projetos que destravaram mais de R$ 40 milhões para obras de infraestrutura e educação. Segundo a gestora, a falta de autorização legislativa impede a utilização de recursos oriundos de emendas parlamentares.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no Parque Tecnológico, em resposta às críticas do deputado Fábio Tardin (Podemos) sobre investimentos parados no município. “Eu estou com o valor parado na Câmara de mais de R$ 22 milhões, parado para a Saúde, vai chegar mais todos os meses”, afirmou a prefeita, atribuindo a demora à necessidade de aprovação de créditos suplementares pelo Legislativo.
Nos últimos dias, a relação entre Executivo e Câmara foi amenizada após os vereadores aprovarem dois projetos que liberaram R$ 33,3 milhões para a Secretaria de Viação e Obras, destinados à pavimentação, manutenção asfáltica e construção de pontes, além de R$ 7,8 milhões para a Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer.
Outro avanço considerado estratégico pela administração foi a criação do Fundo Municipal de Educação de Várzea Grande, sancionado após cobranças públicas da prefeita. O mecanismo era necessário para garantir o recebimento de R$ 14,5 milhões em recursos e evitar prejuízos ao município diante do prazo para regularização.
Apesar do destravamento dos recursos para infraestrutura e educação, o embate entre Executivo e Legislativo continua. O Tribunal de Justiça ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral de Justiça sobre a constitucionalidade do limite de 5% para remanejamento orçamentário, enquanto a prefeita mantém as críticas à Câmara por novas restrições que, segundo ela, afetam principalmente os investimentos na Saúde.






































