Relatório da Polícia Federal aponta que o grupo liderado pelo coronel do Exército Etevaldo Caçadini de Vargas, preso por suspeita de financiar o assassinato do advogado Roberto Zampieri, também atuava no planejamento de ações paramilitares e de milícia digital ligadas aos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Segundo os investigadores, Caçadini comandava uma estrutura criminosa formada pela Frente Ampla Patriótica (FAP) e pelo Comando C4, grupo que defendia o enfrentamento às instituições democráticas e a eliminação de pessoas classificadas como adversárias políticas. Conversas obtidas pela PF mostram discussões sobre a possibilidade de confrontos violentos e a mobilização de apoiadores armados nos dias que antecederam os atos em Brasília.
O relatório também aponta que, após os ataques de 8 de janeiro, o grupo continuou buscando aliados para um projeto de contestação ao resultado das eleições e passou a atuar como milícia digital, disseminando notícias falsas e monitorando autoridades do Judiciário e do Congresso Nacional. Mensagens analisadas pelos investigadores indicam ainda a existência de listas de possíveis alvos monitorados pelos integrantes da organização.
Caçadini está preso e foi denunciado pelo Ministério Público como financiador do assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, em frente ao seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Para a Polícia Federal, os elementos reunidos apontam para uma atuação coordenada do grupo contra a ordem democrática e as instituições do país.






































