O pré-candidato ao Senado, Antônio Galvan, não poupou ironia e disparou críticas em tom ácido ao comentar as declarações do senador Favaro. Em meio a risadas, Galvan classificou o discurso do parlamentar como “conversa fiada”, questionando a indignação demonstrada sobre a rejeição de um indicado ao Senado que foi apresentado como “servo de Deus”.
Galvan também atacou o que chamou de contradição no discurso político, ao mencionar a recente aproximação do presidente Lula e da primeira-dama Janja com a igreja. Em sua fala, insinuou incoerência ao lembrar episódios em que, segundo ele, manifestações culturais teriam sido usadas para criticar evangélicos e cristãos, enquanto agora o argumento religioso surge como defesa.
Em tom provocativo, o pré-candidato afirmou que a reação de Favaro não se sustenta, reforçando que o Senado agiu corretamente ao rejeitar a indicação. Para Galvan, a decisão representou um raro momento de “lucidez” da Casa, destacando que situações como essa são incomuns na história política do país.
Ele ainda trouxe um resgate histórico para dar peso ao argumento, lembrando que a última rejeição semelhante ocorreu há mais de um século, em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. Segundo Galvan, o episódio atual repete um movimento de correção institucional que, na visão dele, “fez justiça novamente” após mais de 120 anos.
“Eu sou obrigado a dar risada com tamanha conversa fiada do nosso senador Favaro. Até agora há pouco, com o ministro da Agricultura, ele estava falando dessa indignação do Senado por não aceitar um ‘servo de Deus’, indicado agora por outro ‘servo de Deus’. É difícil acreditar nesse tipo de discurso”, disparou Galvan.
“Recentemente, o Lula e a Janja voltaram a frequentar igreja, mas ao mesmo tempo colocam escola de samba para atacar evangélicos e cristãos. Agora vem essa indignação? Ainda bem que o Senado foi lúcido dessa vez. Depois de mais de 120 anos, fez justiça novamente”, completou, em tom crítico.


























