MATO GROSSO

ELEIÇÕES 2026

Juarez Costa joga água fria em projeções e prevê disputa acirrada por poucas vagas em MT

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O deputado federal Juarez Costa (Republicanos) tratou de frear o entusiasmo de lideranças partidárias e deu um verdadeiro “balde de água fria” nas projeções mais otimistas para 2026. Em entrevista ao Mídia News, ele alertou que a disputa pelas oito cadeiras de Mato Grosso na Câmara Federal deve ser muito mais apertada do que se imagina, com tendência de pulverização dos votos entre os partidos.

 

Segundo o parlamentar, o cenário aponta para uma realidade dura: a maioria das siglas deve conseguir eleger apenas um deputado diretamente, deixando a briga por uma segunda vaga restrita à chamada “sobra”. Ou seja, nada de ondas avassaladoras ou chapas dominantes — o jogo promete ser voto a voto.

 

Juarez detalhou a conta e deixou claro que não há espaço para ilusões. “Nós vamos trabalhar com 270 a 290 mil votos. Dentro desse número, talvez estejamos brigando por uma segunda vaga. Quem fala que vai eleger três ou até dois é conversa. Cada partido vai fazer um. De seis a sete partidos devem eleger um deputado direto”, disparou.

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Nos bastidores, o clima também foi de correria e articulação intensa. O deputado revelou que a janela partidária foi marcada por movimentações de última hora, principalmente após a queda do diretório do PRD, que abrigava nomes ligados ao grupo do ex-governador Mauro Mendes. A saída foi redistribuir os candidatos em outras siglas, numa verdadeira dança das cadeiras.

 

De acordo com ele, houve um esforço conjunto para reorganizar o tabuleiro político, com nomes sendo absorvidos por partidos como Republicanos, Podemos e PSDB. “No fim, ficou todo mundo acomodado e muito bem”, afirmou Juarez, que recentemente também mudou de partido após duas décadas, se alinhando ao grupo do governador Otaviano Pivetta.

 

A avaliação do deputado reforça que o cenário de 2026 deve ser bem diferente de 2022, quando poucas siglas dominaram as cadeiras. Agora, a tendência é de maior divisão, com o quociente eleitoral girando na casa dos 250 mil votos e exigindo estratégias mais afiadas dos partidos. Na prática, quem não atingir esse piso vai ter que suar — e muito — para tentar uma vaga nas sobras.

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