MATO GROSSO

Motoristas e entregadores protestam na UFMT contra projeto que regulamenta apps

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Entregadores e motoristas de aplicativo realizaram uma passeata na manhã desta segunda-feira (14), na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, contra o Projeto de Lei Complementar 152/2026. A mobilização reuniu trabalhadores que criticam a proposta e defendem melhores condições, como taxa mínima de R$ 10 por corrida, R$ 2,50 por quilômetro adicional e maior transparência das plataformas.

O projeto propõe regulamentar a atividade sem reconhecer vínculo empregatício, classificando os profissionais como “autônomos plataformizados”. A medida prevê piso de R$ 8,50 por corrida e limita taxas das plataformas, mas tem sido alvo de críticas por, segundo os trabalhadores, manter o poder das empresas e não garantir direitos trabalhistas.

Durante o ato, manifestantes apontaram que a proposta pode ampliar a precarização da categoria, ao permitir descontos e custos sem contrapartida. “Hoje nós estamos protestando contra o PLP 152, onde eles estão querendo taxar a nossa classe. Isso a gente não aceita”, afirmou o entregador Marco Antônio de Moraes.

A manifestação também integra um movimento nacional da categoria, que busca pressionar o Congresso e ampliar o debate sobre o tema. Os trabalhadores defendem mudanças no texto ou a adoção de uma medida que contemple melhor a realidade dos profissionais que atuam nas ruas.

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