O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) foi eleito, nesta quarta-feira (4), novo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), considerada a mais estratégica da Casa. A vice-presidência permanece com Diego Guimarães (Republicanos). A CCJ é responsável por analisar a constitucionalidade e a redação final de projetos de lei, o que lhe confere papel central no trâmite legislativo.
A eleição ocorreu em meio a negociações internas no União Brasil e revelou ajustes significativos na articulação política da Assembleia. O deputado Eduardo Botelho, que aspirava à presidência da CCJ, deixou o Bloco Assembleia Forte e Democrática — liderado por Dilmar — e passou a integrar o bloco Movimento Democrático Brasileiro, coordenado pela deputada Janaina Riva (MDB), que mantém postura independente em relação ao governo do Mauro Mendes (União).
Botelho afirmou ter sido preterido na indicação, apesar de, segundo ele, haver um acordo interno que lhe garantiria a presidência da comissão. A vaga acabou destinada a Dilmar, reforçando o protagonismo do líder do governo na Assembleia. A decisão também reflete um momento de reorganização dentro do União Brasil, que enfrenta pressão para equilibrar a representação política do partido na Casa, enquanto lida com demandas da base governista e da oposição.
O Bloco Assembleia Forte e Democrática, antes composto por deputados como Paulo Araújo (PP), Sebastião Rezende (União Brasil), Gilberto Cattani (PL), Elizeu Nascimento (Novo) e Faissal Calil (PL), agora opera com uma nova configuração, com Botelho fora da CCJ, tanto como titular quanto como suplente. Essa mudança evidencia a reconfiguração das alianças políticas e a disputa por posições estratégicas no Legislativo, em um momento em que o governo busca consolidar sua agenda na Assembleia.
A eleição de Dilmar Dal Bosco reforça seu papel central na coordenação das pautas do governo e na interlocução com outros blocos da Assembleia, ao mesmo tempo em que marca um ajuste nas forças internas do União Brasil. O cenário político atual indica um Parlamento mais fragmentado, com negociações e realinhamentos constantes, em que cada comissão, especialmente a CCJ, passa a ter importância estratégica para o avanço das propostas do Executivo.






























