MATO GROSSO

Polícia desmantela esquema de sonegação fiscal com empresa criada em presídio em MT

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O delegado João Paulo Firpo, da Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), classificou como “audácia fora do normal” a decisão de criminosos de criar uma empresa de fachada usando como endereço a Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis. A ação faz parte da Operação CNPJ na Cela, que investigou um esquema de sonegação fiscal envolvendo a comercialização de grãos.

Segundo a Polícia, o empresário e ex-detento Fabrício Campana liderava o esquema, com apoio do contador Marcelo Rodrigues de Arruda, que teve o registro profissional suspenso por 180 dias para investigação. Diversas empresas fantasmas foram criadas, muitas em endereços incompatíveis com atividades comerciais, incluindo casas, terrenos e até a penitenciária, usada como sede de uma das empresas.

A investigação revelou ainda que o quadro societário das empresas incluía pessoas físicas que tinham passagem pelo sistema prisional ou eram de baixa renda, sem capacidade de movimentar os valores declarados. O delegado explicou que crimes tributários desse tipo são complexos porque os autores intelectuais ocultam sua identidade, utilizando terceiros, muitas vezes sem que estes saibam que seus nomes estavam sendo usados.

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Na operação foram cumpridas 50 ordens judiciais, incluindo nove mandados de busca e apreensão, 21 suspensões de atividades econômicas de empresas, afastamento de sigilo de dados e suspensão do registro contábil de Marcelo Rodrigues. As ações ocorreram em Rondonópolis, Várzea Grande e na própria penitenciária.

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