A caçada a um dos criminosos mais procurados de Mato Grosso avançou mais uma etapa nesta quinta-feira (8). A Polícia Civil solicitou oficialmente à Justiça do Rio de Janeiro a transferência de Raffael Amorim de Brito para Cuiabá. Ele foi preso em Itaboraí, na Região Metropolitana Leste Fluminense, e é acusado de executar a tiros o sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso, crime ocorrido em maio de 2024, no bairro Morada do Ouro, na Capital.
Raffael estava foragido desde o dia do homicídio e era tratado pelas forças de segurança como extremamente perigoso. O suspeito chegou a integrar a lista do Programa Recaptura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e vinha se escondendo em uma das áreas mais sensíveis do Rio de Janeiro, o Complexo do Alemão, onde acreditava estar fora do alcance da polícia.
As investigações apontam que ele foi localizado e interceptado no exato momento em que deixava o complexo, já em deslocamento para cometer mais um crime. O suspeito seguia para realizar um roubo a uma residência em Itaboraí quando acabou surpreendido pelas equipes de segurança.
A prisão aconteceu na quarta-feira (7) durante uma operação integrada que envolveu setores de inteligência das polícias militares de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além da Polícia Federal, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação coordenada foi decisiva para colocar fim à fuga que já durava meses.
Em nota oficial, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou que o pedido de transferência já foi formalizado. “A Polícia Civil de Mato Grosso aguarda o posicionamento quanto ao recambiamento do preso para o estado, não havendo ainda data definida”, informou o órgão.
Antes de ser trazido para Cuiabá, Raffael ainda deverá passar por audiência de custódia no Rio de Janeiro, procedimento que deve ocorrer até esta sexta-feira (9). Após isso, a expectativa da Polícia Civil é que ele seja recambiado para Mato Grosso, onde deverá responder pelo assassinato do sargento da PM que chocou a sociedade cuiabana.





























