Em uma entrevista carregada de declarações firmes e recados diretos ao cenário político estadual, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) — já em pré-campanha ao Governo de Mato Grosso para 2026 — afirmou ao SBT Cuiabá, nesta semana, que sua trajetória nunca teve espaço para concessões que contrariem seus valores. Em tom enfático, Pivetta destacou que não vende princípios por conveniência eleitoral e reforçou sua identidade política de centro-direita.
“Eu não vendo a minha alma. A minha alma não é pra negócio”, disse, olhando diretamente para a câmera, numa fala que tomou conta das redes sociais logo após a exibição da entrevista.
Pivetta afirmou que toda sua vida pública foi construída sem se afastar do que chama de “linha republicana”, e que esse alinhamento ideológico é o que o conecta ao governador Mauro Mendes desde o início da gestão.
“As pessoas que me conhecem da vida pública sabem que a gente não sai da linha republicana. Somos avessos a negociatas e é o que me une ao Mauro também (…) a disposição de fazer o certo sempre, mesmo que isso contrarie interesses (…) eu pretendo seguir com esses valores que me sustentam”, declarou.
Durante a entrevista, o vice-governador fez questão de reforçar que jamais caminhou ao lado do PT, nem como candidato nem como eleitor — ponto que, segundo ele, precisa ser repetido para impedir tentativas de colá-lo à esquerda.
“Eu nunca tive até hoje, em todas as eleições que participei, o apoio do PT, eu também nunca votei no PT. Eu já recebi a presidente Dilma, como prefeito lá em Lucas, em 2014, com muito respeito (…) e às vezes usam essas imagens para querer me colar em alguma situação que não é verdadeira”, explicou.
Pivetta ainda recuperou ações implementadas em seus mandatos em Lucas do Rio Verde como exemplo de seu posicionamento firme.
“Eu sou de centro-direita. Em Lucas do Rio Verde, desde 1997, implementamos o hino nacional nas escolas uma vez por semana (…) a bandeira brasileira sempre foi a nossa bandeira. A qualidade no gasto público (…) sempre foi uma obsessão para mim, fazer mais com menos”, afirmou.
Mesmo com o apoio público do governador Mauro Mendes, o vice-governador reconhece que ainda enfrenta dificuldades para atrair outras legendas da direita mato-grossense para seu palanque. O União Brasil trabalha o nome do senador Jayme Campos para a disputa, enquanto o PL deve lançar o senador Wellington Fagundes — cenário que indica uma eleição fragmentada e com disputas internas intensas no campo conservador.
A entrevista deixou claro que Pivetta pretende fincar posição e defender sua identidade política sem meias palavras — mesmo que isso signifique enfrentar resistência dentro do próprio espectro ideológico.




























