MATO GROSSO

Programa habitacional ajuda jovens a conquistar a primeira moradia em Mato Grosso

Danielly em frente ao apartamento que financiou em Cuiabá.

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Cerca de 53% dos beneficiários do Programa Ser Família Habitação têm entre 18 e 29 anos, segundo dados do MT Prev. 

“Sem dúvida, foi a maior conquista financeira da minha vida”, afirmou Renner Augusto Cruz, 23 anos, que, com o apoio do Programa Ser Família Habitação do Governo de Mato Grosso, conseguiu financiar seu primeiro imóvel: um apartamento em Cuiabá. Sem recursos próprios, apenas com um sonho, ele se empenhou ao máximo para que isso se tornasse realidade, buscando apoio e conquistando um subsídio de R$ 20 mil por meio da iniciativa pública, que foi utilizado como entrada do imóvel.

De acordo com dados da MT PAR, 5.491 famílias foram contempladas entre 2023 e 2024. Somente em 2025, de janeiro a 17 de setembro, outras 7.304 famílias já haviam sido beneficiadas. Os dados acumulados do Sistema Habitacional de Mato Grosso (SiHabMT) indicam ainda que, até novembro, cerca de 53% dos beneficiários tinham entre 18 e 29 anos.

Renner Cruz relata ainda que todo o processo levou apenas dois meses, desde a solicitação do programa, em 2024, que complementa o valor da entrada e reduz a necessidade de aporte próprio no financiamento, até a assinatura do contrato junto à Caixa Econômica Federal.

Ele acrescenta que, se dependesse apenas dos seus próprios recursos, não conseguiria realizar o sonho da casa própria. Naquele momento, cerca de um ano atrás, foi uma questão de prioridade, chegando a pensar que, se não agisse naquele momento, talvez levaria muito tempo para conseguir alcançar esse objetivo sozinho.

“Eu fiz e, com certeza, não me arrependo, porque, se não, eu nunca teria feito esse financiamento. Sempre ia aparecer uma desculpa. Querendo ou não, quando você enfrenta um desafio assim, os recursos aparecem no futuro. Você dá um jeito, tira de um lugar, acha em outro, mas, com certeza, não teria dado certo sem esse recurso do Ser Família Habitação”, comentou Cruz.

Danielly Kamylly dos Santos, 21 anos, também conseguiu um subsídio ainda maior, no valor de R$ 25 mil, pelo Programa Ser Família Habitação. No início, ela acreditava que não seria aprovada e fez uma simulação sem grandes expectativas com a construtora, imaginando que o resultado seria negativo. Porém, para sua surpresa, a aprovação veio, e o corretor informou que o subsídio havia sido concedido, o que ajudou significativamente na redução das parcelas e tornou o financiamento mais acessível.

“Foi maravilhoso e muito útil. Tive uma reação muito inesperada, porque eu não esperava por isso, e, quando o corretor me falou sobre, fiquei muito aliviada, porque, de fato, me ajudou a adquirir o imóvel. Acredito que, sem ele, eu ficaria apertada financeiramente”, explicou Danielly.

O processo de compra começou ainda quando Danielly tinha 20 anos, e ela afirmou que essa foi a melhor escolha que poderia ter feito. Hoje, continua administrando a satisfação de ter conquistado um valor tão alto de entrada pelo programa, um apoio que tornou possível a realização de um sonho que antes parecia distante. Para muitos jovens de Mato Grosso, essa conquista tem deixado de ser exceção e se tornado uma realidade cada vez mais presente.

“Eu nem sei explicar a felicidade e a emoção de ter o primeiro imóvel com a ajuda do subsídio. É uma sensação de liberdade e de pensar, ‘Eu consegui comprar um imóvel com 21 anos’. Digamos que é um choque de realidade”, comentou a jovem.

Eles não estão sozinhos nessa. Segundo dados da MRV&CO, uma das principais construtoras do Brasil, os jovens de 18 a 30 anos se tornam protagonistas nos contratos com a empresa. Enquanto em 2020 representavam apenas 28,5%, em maio de 2025 esse número saltou para 61,4%, um crescimento de 33 pontos percentuais em quase seis anos. Em Mato Grosso, o número também chama atenção: em 2025, os jovens são responsáveis por 58,4% de todos os contratos, sendo maior que a maior que a média do Centro-Oeste com 57,4%.

Os contratos firmados por esses jovens cresceram no Estado após a implementação do subsídio do Programa Ser Família Habitação, que inovou ao oferecer moradia digna, inclusão social e mais qualidade de vida. O índice tende a continuar a aumentar, demonstrando que iniciativas como essa tornam possível que mais jovens realizem o sonho do primeiro imóvel.

Jovens de Mato Grosso buscam independência e qualidade de vida
O corretor de imóveis Kennedy Costa da Silva comentou que tem trabalhado com muitos jovens que estão conseguindo financiar o primeira residência por meio do programa, recebendo um subsídio do governo de Mato Grosso.

“Muitos jovens têm conseguido financiar pelo Ser Família Habitação. Isso demonstra que não é real o estereótipo de que os jovens só querem curtir e não pensam no futuro. É notório que há essa grande procura desse público para conseguir fazer o financiamento dentro do programa habitacional”, afirmou Kennedy.

Ele explica que o programa permite que os jovens alcancem seus objetivos. Os imóveis oferecidos proporcionam segurança e infraestrutura básica, como água encanada e energia elétrica. Para muitos, essas condições representam uma grande mudança, já que uma parcela considerável da população não teve acesso na infância a uma moradia com esses recursos essenciais. O subsídio do Estado é necessário, pois ajuda na aquisição do imóvel, evitando que todo o valor tenha que ser pago do próprio bolso.

“O programa proporciona que esse jovem possa fazer esse investimento, sair do aluguel e morar de forma digna, porque os imóveis de que estamos tratando não têm padrões luxuosos, mas garantem dignidade para que o jovem possa viver, estudar e se desenvolver na vida pessoal e profissional”, explicou o corretor.

Danielly Kamylly dos Santos contou que, antes de realizar o sonho do imóvel próprio, chegou a considerar comprar uma moto. No fundo, porém, o que ela realmente desejava era o apartamento, apesar das expectativas baixas. Tudo mudou quando recebeu a aprovação pelo programa, reacendendo sua esperança e superando todas as expectativas que havia colocado nessa conquista.

“Eu sempre sonhei com a minha casa e acabei saindo com um imóvel pronto. São vários sentimentos: felicidade de conquistar, receio de como será e uma ansiedade para entrar ver como será de agora em diante. Foi tudo muito maravilhoso para mim, inclusive todo esse processo que eu passei”, disse ela.

Renner Augusto complementa dizendo que o subsídio foi fundamental para a aquisição do seu apartamento. Embora reconheça que este momento seja desafiador, acredita que o retorno já está começando a acontecer. Por isso, ele recomenda que mais jovens tenham o direito de conquistar o primeiro imóvel, assim como ele teve a oportunidade, pois isso proporciona segurança e qualidade de vida.

“Todos merecem ter um lar e, quanto mais jovem, melhor, pois esse é só o pontapé inicial. Depois, esses jovens já estarão com os imóveis quitados, prontos para construírem e realizarem outros sonhos, e isso tudo possibilitado porque, lá atrás, receberam ajuda de um programa do governo do Estado. Além disso, muitos também já compram pensando no momento em que vão constituir uma família e, com isso, continuarão vivendo em Mato Grosso”, argumentou ele.

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O Programa Ser Família Habitação tem ajudado esses jovens a conquistarem mais dignidade e a seguirem com suas vidas adultas. Desde 2021, o Estado tem avançado com a criação do programa, a ampliação das faixas de renda e a implementação de mecanismos como o SiHabMT e os editais de credenciamento, facilitando o acesso à primeira moradia.

Iniciativas inovadoras que facilitam o acesso à moradia para os jovens
O Programa Ser Família Habitação oferece subsídios de até R$ 35 mil para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil que desejam conquistar a casa própria em Mato Grosso. O benefício complementa o valor de entrada do financiamento habitacional, reduzindo a necessidade de aporte financeiro, onde os valores variam a partir da renda familiar e o tamanho do município.

Alinhado às diretrizes do Minha Casa, Minha Vida, o Ser Família Habitação adota limites de valor do imóvel definidos pelo Governo Federal e pelas Resoluções do Conselho Curador do FGTS (CCFGTS), estabelecidos conforme o número de habitantes dos municípios. Em Mato Grosso, esses limites variam entre R$ 210 mil e R$ 245 mil para as faixas de renda 1 e 2, e entre R$ 350 mil e R$ 500 mil para as faixas 3 e 4.

Para a idealizadora do programa, primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, que entende tanto a parte econômica, pela sua formação em Economia, quanto a social, pelos trabalhos desenvolvidos, o programa tem um impacto enorme e muito positivo na vida de cada pessoa que conquista seu primeiro imóvel, especialmente os jovens que não tinham condições de pagar a entrada.

“Hoje, esses jovens têm a oportunidade de construir raízes, planejar o futuro e sair do aluguel. Ver Mato Grosso sendo referência nacional em inclusão habitacional me dá a certeza de que estamos no caminho certo”, declarou a primeira-dama de MT, Virginia Mendes.

O programa se destaca pela inovação em todas as suas modalidades, especialmente devido às parcerias institucionais. A atuação conjunta dos municípios, da União e da Caixa Econômica Federal permitiu ao Estado ampliar o atendimento e alcançar um público que antes ficava à margem das políticas habitacionais.

“Eu me sinto muito emocionada e profundamente agradecida a Deus por ver tantas famílias e tantos jovens realizando o sonho da primeira moradia. Quando idealizei o Ser Família Habitação, meu desejo era oferecer dignidade, segurança e um recomeço para quem mais precisava. A cada entrega de chaves, eu vejo histórias sendo transformadas, e isso me motiva todos os dias a continuar trabalhando com ainda mais responsabilidade e amor pelas pessoas”, afirmou a primeira-dama.

Os próximos objetivos do programa incluem dar continuidade e acelerar a execução, com foco em cumprir a meta da atual gestão de viabilizar 40 mil unidades habitacionais no Estado de Mato Grosso.

Economia crescente e leis favoráveis dão oportunidade à moradia
A economista Luceni Grassi de Oliveira afirma que um dos mecanismos legais que facilitam o acesso de jovens à moradia própria é o Programa Estadual Ser Família Habitação. Esse marco normativo estabelece critérios de elegibilidade, formas de subsídio e instrumentos de apoio que permitem que jovens vulneráveis ou pertencentes às faixas de renda prioritárias tenham melhores condições de ingresso no mercado habitacional.

“Do ponto de vista econômico, a existência desses mecanismos influencia tanto a demanda quanto a oferta no mercado imobiliário local. Ao reduzir barreiras de entrada, por exemplo, por meio de subsídios e condições facilitadas, o programa tende a elevar a demanda por unidades habitacionais entre jovens e outros grupos beneficiados. Paralelamente, esse aumento de demanda pode estimular o setor da construção civil, resultando na expansão da oferta, novos empreendimentos, geração de empregos e maior circulação de recursos na economia local”, explicou ela.

Segundo Oliveira, os instrumentos legais ampliam o acesso à moradia e impactam positivamente o dinamismo do mercado imobiliário e a atividade econômica do Estado. Para ela, o Ser Família Habitação se destaca pela sua eficiência na alocação de recursos públicos, já que seus critérios de elegibilidade estão alinhados ao objetivo de beneficiar famílias com maior dificuldade de acesso à moradia.

Em termos econômicos, a eficiência do programa ocorre quando os recursos disponíveis são utilizados para melhorar o bem-estar de determinados grupos, sem prejudicar outros, respeitando os limites orçamentários. Ao reservar recursos para faixas de renda específicas, o programa evita dispersões e direciona corretamente os subsídios, contribuindo para esse objetivo.

“O programa é compatível com as diretrizes federais de habitação social, que priorizam famílias de baixa renda e promovem a redução do déficit habitacional por meio de subsídios proporcionais. A inclusão de jovens dentro das faixas de renda atendidas não contraria as normas federais, desde que sigam os mesmos critérios socioeconômicos estabelecidos nacionalmente”, argumentou a economista.

Assim, o uso de critérios de renda, focalização e reserva orçamentária torna a política consistente com a eficiência na aplicação de recursos públicos e alinhada às diretrizes federais de habitação social.

A legislação estadual, ao incorporar princípios de justiça social e equidade, também amplia o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade. Para a economista, embora a eficiência econômica seja relevante, ela, por si só, não garante uma distribuição justa dos recursos.

“Por isso, a atuação do governo é essencial para corrigir desigualdades estruturais. Ao criar programas específicos, subsidiar iniciativas de habitação e priorizar grupos vulneráveis, o Estado promove uma distribuição mais equitativa do bem-estar, ampliando as oportunidades de acesso à moradia para jovens que, de outra forma, permaneceriam excluídos. Assim, a legislação estadual se torna um instrumento fundamental de promoção da equidade”, explicou a economista.

De acordo com a especialista, a integração entre políticas estaduais e federais fortalece o acesso à moradia e melhora as condições de entrada de jovens no mercado habitacional.

“O Ser Família Habitação é um programa de governo, o que significa que sua continuidade ou expansão depende das prioridades da próxima gestão estadual após 2026. Caso o programa seja mantido e ampliado, é provável que ocorra um aquecimento do mercado imobiliário e da construção civil, estimulando investimentos, geração de empregos e maior demanda por materiais e serviços do setor”, pontuou a especialista da área econômica.

O advogado Daniel Perin destaca que há fatores concretos que facilitam o acesso, como subsídios estaduais por faixa de renda, a possibilidade de somar esses valores aos programas federais e um sistema público de cadastro que organiza a demanda. Na prática, esses mecanismos permitem que muitos jovens, especialmente os de renda inicial baixa, ingressem em financiamentos antes inviáveis, embora o alcance dependa da oferta de unidades e da atuação dos agentes financeiros.

“Do ponto de vista jurídico, o programa está amparado em lei estadual, o que dá estabilidade e perspectiva de continuidade. E, do ponto de vista político-administrativo, o Estado tem ampliado ações, lançado novos editais e aumentado os subsídios em alguns ciclos. O programa não tem foco exclusivo na juventude, mas a lógica de expansão favorece justamente quem enfrenta maior dificuldade de entrada no mercado imobiliário, o que inclui muitos jovens”, explicou o advogado.

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Ele observa ainda que a legislação prevê parcerias com municípios e com a iniciativa privada para fomentar a produção de empreendimentos e repassar recursos, incluindo doação de terrenos e convênios com prefeituras e secretarias. Os instrumentos incluem editais de credenciamento, convênios de repasse, doação de terrenos públicos e chamamentos para incorporadoras, fortalecendo a participação municipal e privada na oferta.

“A articulação é operacional e normativa: o programa estadual foi estruturado para complementar os subsídios e financiamentos federais (SFH / programas federais), mediante a compatibilização de faixas de renda e a possibilidade de cumulatividade de subsídios, além da exigência de que os empreendimentos estejam aprovados junto ao agente federal (Caixa), quando necessário”, argumentou o jurista.

O Estado também disponibiliza dados operacionais do programa, como quantidade de subsídios concedidos, unidades ofertadas, feirões e registros do SiHabMT, permitindo a mensuração parcial do alcance. No entanto, não há estudos públicos específicos que avaliem exclusivamente o impacto das medidas sobre o déficit habitacional da população jovem.

Programas que colaboram para o amadurecimento e crescimento dos jovens
Assumir a responsabilidade de reunir documentos, organizar a vida financeira, arcar com um financiamento e, depois, administrar a rotina de morar sozinho transforma a compra do primeiro imóvel em um processo que acelera o amadurecimento dos jovens. Mais do que uma conquista material, é um passo que exige escolhas, disciplina e autonomia, fatores que impactam diretamente o desenvolvimento pessoal.

A assistente social Helena Ribeiro Queiroz explicou que políticas públicas como o Programa Ser Família Habitação, ao oferecer subsídios significativos para compor a entrada do financiamento, representam uma estratégia essencial na redução da vulnerabilidade habitacional, ampliando o acesso à moradia para famílias que historicamente enfrentaram barreiras financeiras.

“O subsídio atua como mecanismo de proteção social, pois reduz o comprometimento da renda familiar com moradia, amplia o acesso ao mercado formal de habitação, diminui riscos associados à informalidade, à coabitação forçada ou a ocupações irregulares e fortalece a segurança territorial e a estabilidade da dinâmica familiar”, explicou Helena.

Segundo ela, esse movimento também fortalece a inclusão social, ao possibilitar que famílias ingressem em territórios com melhor infraestrutura, serviços públicos e oportunidades sociais, contribuindo para romper ciclos intergeracionais de pobreza e exclusão.

Helena destaca que a exigência de cadastro atualizado e conformidade com as regras do programa possui uma dupla dimensão na prática. Esses requisitos qualificam o acesso aos direitos, estimulando a regularização documental e o fortalecimento da autonomia na gestão de seus registros civis, favorecendo a compreensão dos processos administrativos, o acesso a políticas públicas e a organização interna ao lidar com trabalho, renda e responsabilidade financeira.

“O aumento expressivo de jovens entre 18 e 29 anos nos contratos com construtoras revela transformações importantes no perfil socioeconômico e nas demandas sociais dessa geração, como a maior inserção precoce no mercado de trabalho, busca por autonomia, percepção de que a casa própria se tornou uma forma de segurança econômica frente às incertezas e a necessidade de políticas públicas mais adaptadas à juventude”, detalhou ela.

Para a assistente social, programas com subsídios, melhores financiamentos e mais unidades em áreas urbanas consolidadas democratizam o acesso à moradia, antes restrito a famílias de renda mais alta. Essas iniciativas reduzem desigualdades, ampliam a mobilidade social ao permitir acesso a melhores serviços e oportunidades e oferecem um ponto de partida mais igualitário, fortalecendo a equidade para grupos historicamente marginalizados no mercado imobiliário.

“A moradia própria, quando acessível e subsidiada, tem impactos diretos no processo de desenvolvimento do jovem, favorecendo a independência, pois ele passa a gerir orçamento, responsabilidades domésticas e decisões de vida, contribuindo para a organização financeira, já que o financiamento exige compromisso e planejamento de médio e longo prazo, amplia os vínculos comunitários, pois a residência fixa estimula o pertencimento territorial e a participação social, e melhora a inserção social ao assegurar estabilidade para estudo, trabalho e convivência”, complementou Helena.

A psicóloga Karina Ribeiro ressalta que o Programa Ser Família Habitação, ao exigir organização documental e planejamento financeiro, também fortalece o emocional dos jovens. Comprovar renda, organizar finanças e se preparar para compromissos de longo prazo desenvolve responsabilidade e estrutura emocional, fundamentais para a independência.

“Quando o jovem percebe que não precisa de uma entrada tão alta, o medo já diminui bastante. O peso financeiro costuma ser o maior gerador de insegurança nessa fase da vida. Por isso, políticas públicas que aliviam esse impacto ajudam a diminuir a ansiedade e aquela sensação de ‘acho que não consigo’. Com esse suporte, o jovem consegue organizar melhor o próprio planejamento e tomar decisões importantes com mais tranquilidade”, descreveu a psicóloga.

Karina observou que os jovens hoje buscam estabilidade, autonomia e planejamento futuro, e a ideia de que não querem a casa própria já não corresponde à realidade. Com mais acesso a crédito, juros baixos e programas facilitadores, a moradia deixa de ser um sonho distante e passa a ser uma possibilidade real, ligada ao desejo de autonomia e de protagonismo sobre a própria vida.

“Quando o imóvel cabe no orçamento e oferece estrutura adequada ao estilo de vida atual, o jovem passa a enxergar a casa como um investimento em quem ele quer ter. Isso fortalece a identidade adulta. Subsídios e condições acessíveis aumentam a sensação de segurança e fazem com que essa geração busque a própria independência mais cedo, com menos medo e mais clareza sobre o futuro”, ressaltou Karina.

Ela acrescenta que morar sozinho desenvolve habilidades essenciais, como organização, tomada de decisão, autoconhecimento e responsabilidade. Ao lidar com contas, rotina, imprevistos e a gestão do próprio espaço, o jovem fortalece a autoestima e a maturidade emocional.

“A primeira casa própria simboliza a entrada na vida adulta. É uma conquista que reforça a independência. Diante das iniciativas que estão em vigor, esse processo deixa de ser assustador e se torna acessível. O jovem cria hábitos, assume responsabilidades e passa a se ver como alguém capaz de conduzir a própria vida. Isso favorece, de forma importante, o crescimento emocional”, finalizou ela.

O impacto histórico para os jovens de Mato Grosso com o programa habitacional
O Programa Ser Família Habitação tem sido um catalisador de transformações significativas na vida dos jovens de Mato Grosso. Com subsídios que permitem o acesso à casa própria, o programa realiza o sonho de milhares de jovens e promove um avanço no amadurecimento e na autonomia dessa nova geração.

Essa política pública inovadora torna o acesso à moradia mais democrático e coloca Mato Grosso como exemplo de boas práticas no Brasil. Ela demonstra que é possível, por meio de ações estratégicas e inclusivas, transformar a realidade de uma população que antes se via excluída do mercado imobiliário, cenário que contrasta com o ritmo acelerado de novos prédios residenciais que surgem com frequência pelas ruas de Cuiabá.

Ao investir na qualidade de vida de seus cidadãos, especialmente dos mais jovens, o programa Ser Família Habitação eleva o Estado em um caminho de desenvolvimento sustentável, onde a geração atual de jovens continuará a contribuir para o crescimento econômico e social. Assim, tornando Mato Grosso um lugar melhor para se viver e oferecendo um futuro mais promissor e acessível para aqueles que, por anos, estiveram à margem das oportunidades.

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