MATO GROSSO

DECISÃO POLÊMICA

“Contorno Leste virou um Estado paralelo”, dispara deputado Diego Guimarães ao criticar decisão do STF

publicidade

publicidade

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e alertou para o avanço do crime organizado nas invasões de terrenos às margens da Avenida Contorno Leste, em Cuiabá. Segundo ele, o local estaria sendo dominado por uma estrutura criminosa que atua “como um Estado paralelo”, controlando quem ocupa os lotes e até distribuindo cestas básicas para as famílias.

A declaração foi feita no sábado (4), após o ministro Flávio Dino suspender uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que determinava a desocupação da área até 27 de outubro. A medida mantém cerca de 2,5 mil famílias na região, contrariando o entendimento da Justiça estadual.

“O que acontece ali é um verdadeiro Estado paralelo. De acordo com as notícias, o crime organizado faz trabalho social como distribuição de cestas básicas e cuida de quem vai ficar com qual lote”, denunciou o parlamentar.

Indignado, Diego também criticou diretamente o ministro Flávio Dino, afirmando que a decisão representa uma afronta ao direito de propriedade.

Leia Também:  PM prende cinco suspeitos por tráfico, receptação, contrabando e recupera veículo furtado

“Surpresa? Zero. O que esperar de um ex-ministro do Partido dos Trabalhadores? A invasão é ilegal e precisa ser tratada como tal. O Estado não pode premiar quem desrespeita a lei”, disparou.

O deputado ainda relacionou a situação das invasões à morte do idoso João Antônio Pinto, de 86 anos, que tinha posse legal de um terreno na região e foi morto a tiros por um policial à paisana durante uma abordagem.

“Uma vida foi ceifada por causa da invasão. O senhor João Antônio era proprietário e acabou sendo morto dentro de sua própria casa. O caso está sob investigação, mas a tragédia poderia ter sido evitada”, lamentou.

Enquanto isso, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou estar aberto ao diálogo com os ocupantes, mas garantiu que atos de vandalismo e violência serão levados à Justiça.

Para Diego, a solução deve vir por meio dos programas habitacionais, e não de ocupações ilegais. Ele citou levantamento da Secretaria Estadual de Assistência Social que aponta que mais de 80% das famílias da área não atendem aos critérios para receber terrenos.

Leia Também:  Mais de 4,6 toneladas de drogas foram apreendidas em MT no 1º bimestre de 2023

“Apenas 172 famílias têm perfil para programas habitacionais. Há pessoas com renda acima do limite, vínculos empregatícios, imóveis próprios e até mandados de prisão em aberto. Não podemos aceitar isso”, concluiu.

 

Fonte: Assessoria de imprensa

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade