O ex-policial militar Edvan de Souza Santos foi condenado a 22 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, por mais um homicídio ligado a um grupo de extermínio que atuava em Mato Grosso. O julgamento ocorreu na última quinta-feira (18), no Tribunal do Júri da comarca de Pontes e Lacerda (448 km de Cuiabá). Ele não poderá recorrer em liberdade.
Segundo o Ministério Público do Estado, o crime aconteceu em dezembro de 2020, na BR-174B, próximo a uma distribuidora de gás. “Edvan de Souza Santos, com consciência e vontade, mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, matou a vítima Vanderson de Almeida Castro com diversos disparos de arma de fogo”, diz a denúncia. A vítima foi surpreendida ao descer do carro para ir a uma oficina mecânica.
Edvan já havia sido condenado em março deste ano por outro homicídio, em Rondonópolis (212 km da capital), e responde a pelo menos outros seis processos por assassinato. Ele está preso desde 2022, quando foi alvo da Operação Letífero, que desarticulou uma rede de pistolagem com atuação na fronteira entre Mato Grosso e Bolívia.
Além da pena, a Justiça determinou a perda do cargo público. Edvan deve retornar ao banco dos réus na próxima quinta-feira (25), no mesmo tribunal. Atuaram no julgamento os promotores de Justiça Clarisse Moraes de Ávila e Fabison Miranda Cardoso, do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri).











