CENTRO-OESTE

Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
De olho.

Bastidores do Poder

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

publicidade

Nova reunião BRICS

A realização do encontro extraordinário dos BRICS pode representar mais um foco de irritação do governo estadunidense de Donald Trump com o Brasil. ( Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR)

O Brasil se prepara para receber os líderes dos BRICS na próxima semana em encontro extraordinário que será marcado em favor do multilateralismo, reforçando o movimento encabeçado pela China lançado no início desta semana durante o 25º encontro da Organização para Cooperação de Xangai (OCX), em Tiajin, quando ao lado de Índia e Rússia defendeu promover a construção de uma nova ordem política e econômica internacional democrática, justa e racional. A estratégia brasileira busca criar soluções nos dois blocos para os países enfrentarem, de forma colegiada, as tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações de inúmeras nações. Sendo uma uma chance para o governo brasileiro se projetar em temas como comércio, clima e segurança.

 

 

 

 

Nova reunião BRICS 2

“Xi Jinping e Lula estabeleceram uma confiança mútua e uma amizade sólidas, oferecendo orientação estratégica essencial para a formação da ‘Comunidade de Futuro’ compartilhado entre China-Brasil”, disse o ministro chinês Wang Yi. (Foto: André Coelho / European Pressphoto Agency)

A nova reunião extraordinária do BRICS vem na esteira da declaração que o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez na última quinta-feira, 28 de agosto, quando afirmou que as relações dos países “entraram em seu melhor período histórico”, reiterando a disposição de Pequim em avançar na parceria em todas as áreas. Nesse contexto, comentou que a cooperação sino-brasileira e com os demais países do bloco econômico servirão de garantia para “resistir ao unilateralismo e às práticas de intimidação” adotadas pelo atual governo dos Estados Unidos. A China apoia as reivindicações do governo brasileiro em proteger os interesses dos países em desenvolvimento, bem como a reforma do sistema de governança global.

 

 

 

 

 

 

 

Reciprocidade

Ex-ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, a sul-mato-grossense avalia que o governo brasileiro se equivocou ao adotar a lei da reciprocidade econômica contra o governo norte-americano. (Foto: Divulgação / FPA)

A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura na gestão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL), avalia que o governo federal errou ao adotar a lei de reciprocidade comercial na última semana contra os Estados Unidos da América (EUA). Segundo ela, a decisão em adotar a lei recentemente aprovada pelo Congresso Nacional foi “uma provocação e uma falta de responsabilidade com a economia brasileira”. Para a senadora, o governo precisa entender o momento estratégico e as consequências que um embate no atual cenário, especialmente em relação ao setor agropecuário brasileiro, pode acarretar. “Se torna fundamental manter um bom diálogo”, comentou Tereza Cristina que também é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Reciprocidade 2

Em conversa com a “bancada ruralista”, o especialista em comércio internacional, Marcos Troyjo, o governo brasileiro errou ao adotar a lei da reciprocidade econômica contra os EUA. Segundo ele, “apenas o Brasil não buscou diálogo”. (Foto: Divulgação / FPA)

Para o especialista em comércio internacional, Marcos Troyjo, ouvido pela FPA, das 20 maiores economias do mundo, a única que não conseguiu entrar em um diálogo foi o Brasil. “Hoje, entre os 192 países que mantêm relação comercial com os EUA, o Brasil é o que apresenta um maior percentual de tarifa. Houve pouco empenho da parte do governo do Brasil e dos EUA para tentar arrefecer essas barreiras tarifárias desde o dia 9 de julho. É uma situação difícil”, comentou. O presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), alertou para a necessidade de se ter “sensatez” nas conversas e relações comerciais. “A avaliação prematura de contramedidas neste momento pode enviar sinalizações equivocadas e comprometer a própria estratégia de negociação internacional do Brasil”, emendou.

Leia Também:  Quatro pessoas são presas em flagrante por estelionato em MT

 

 

 

 

 

30 dias

Presidente do União Brasil e da federação União Progressista, Rueda deu 30 dias para que os ministros Fufuca e Sabino deixem o governo Lula. (Foto: Vinícius Lima / Liderança União Brasil na Câmara)

Numa declaração à imprensa nesta terça-feira, 2 de setembro, o presidente nacional do União Brasil e também da federação União Progressista, que incluiu o PP, Antonio Rueda, disse que informou a todos os detentores de mandato filiados às duas legendas como os deputados André Fufuca (PP-MA) e Celso Sabino (União Brasil-PA) devem renunciar aos cargos de ministro dos Esportes e do Turismo em 30 dias. Caso ambos não saiam do governo, as duas legendas adotarão punições disciplinares previstas. “Em caso de descumprimento desta determinação, se dirigentes desta federação em seus estados, haverá o afastamento em ato contínuo”, disparou Rueda que comentou ainda que “esta decisão representa um gesto de clareza e de coerência”. “É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”, complementou.

 

 

Para inglês ver

A decisão da federação União Progressista de sair do governo não serve para os indicados de Arthur Lira, Elmar Nascimento e Alcolumbre. (Foto: Vinícius Lima / Liderança União Brasil na Câmara)

Apesar da decisão pressionar o maranhense Fufuca e o paraense Sabino para deixarem o governo do presidente Lula, a tomada de posição da federação União Progressista não alcança as indicações que os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Elmar Nascimento (União Brasil-BA) e o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), possuem na gestão federal – já que os seus indicados não são filiados aos dois partidos. Lira indicou o presidente da Caixa Econômica Federal, o economista Carlos Antônio Vieira. Elmar e Lira são os padrinhos do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), o administrador de empresas Lucas Felipe de Oliveira. E Alcolumbre indicou os ministros Frederico Siqueira, das Comunicações; e Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional.

 

 

 

 

 

Para inglês ver 2

Enquanto Fufuca avalia se deixa o cargo para retornar à Câmara, Celso Sabino já teria batido o martelo: vai permanecer no Ministério e deve trocar de partido. (Foto: Vinícius Lima / Liderança União Brasil na Câmara)

Fontes ligadas ao ministro Sabino afirmaram à reportagem desta coluna que ele não sairá do cargo e enfrentará as consequências anunciadas por Rueda. Sabino, já tinha avisado a direção nacional do União Brasil numa tentativa de acordo, que permaneceria ministro até o final de novembro para acompanhar como ministro do Turismo a realização da 30ª edição da Conferência sobre mudança no clima (COP-30), que acontecerá em Belém (PA) entre os dias 10 e 21 de novembro, com o encontro de cúpula de chefe de Estados acontecendo nos dias 5 e 6 de novembro. Como a direção nacional da União Progressista não quis entrar em acordo, Sabino já cogita deixar o União Brasil. Fontes ligadas a ele afirmam que ele tem convites para ingressar no Cidadania, MDB, PSB e Republicanos. Mas só decidirá quando for o momento.

Leia Também:  Comissão aprova inclusão de aluguel de máquinas no programa de apoio ao setor de eventos

 

 

 

 

Pato de fora

Para Zucco a decisão da federação União Progressista em sair da base governista “é uma demonstração de coragem e compromisso com o país, que reforça a necessidade de se romper com um governo que não entrega absolutamente nada”. (Foto: Rafael Mello / Secom-Gov-SC)

O líder da oposição bolsonarista na Câmara, deputado Luciano Zucco (PL-RS), comemorou a decisão anunciada por Rueda dando um prazo de 30 dias para que os ministros Fufuca e Sabino deixem o governo Lula. Zucco, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, sonha com a federação União Progressista apoiando a candidatura ao Planalto do governo paulista, Tarcísio, que trocaria o Republicanos pelo PL, e indicando o vice. Para o bolsonarista gaúcho, a decisão tomada por Rueda aconteceu “num dia tão simbólico e importante para o Brasil, marcado pelo início de um julgamento repleto de ilegalidades, este gesto ganha ainda mais relevância”.

 

 

 

 

 

 

 

Tarcísio e a anistia

O governador paulista já teria se decidido lançar candidato a presidente e a defesa por ele da anistia seria já uma bandeira de campanha. (Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil)

Enquanto a primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga Bolsonaro, líderes do centrão e o governador de São Paulo (SP), Tarcísio de Freitas (Republicanos), insistem em articular uma anistia ampla no Congresso. O objetivo é manter o ex-presidente livre para apoiar uma provável candidatura de Tarcísio à Presidência da República, em 2026. A estratégia do “centrão” é que Bolsonaro seja “peça-chave” para garantir unidade da direita e controle político sobre seus filhos, que apontam projetos eleitorais distintos. Assim, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é cogitado como candidato a vice-presidente numa chapa com Tarcísio. Entretanto, a aprovação da anistia no Congresso é remota já que a maioria da população rejeita a ideia. Mas a decisão de Tarcísio defendê-la mostraria que ele já se decidiu em concorrer ao Planalto, nas avaliações de vários parlamentares do “centrão”.

 

 

 

Brasil passa por Minas

Com estado de MG devendo cerca de R$ 170 bilhões ao governo federal, Zema tem na privatização da Copasa, que tem apoio da maioria de prefeitos, e da Cemig, o seu trunfo político que pode ajudar a enfrentar a rejeição de 53% dos mineiros. (Foto: Lula Marques / Agência Brasil)

Considerado estado-síntese do Brasil, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está próximo de votar um projeto de interesse do governador Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, que autorizaria o governo daquele estado a vender os 17% de participação na gestão da empresa Centrais energéticas de Minas Gerais (Cemig). O que daria um alívio financeiro para concluir o mandato e tentar alavancar sua candidatura ao Planalto, ou ao Senado Federal. Só que tem um problema, o presidente da ALMG, Tadeu Martins Leite (MDB), que articula ser o candidato a vice-governador na chapa do senador Rodrigo Pacheco (PSD) negocia com o governo federal a extensão do prazo de entrega dos ativos para junho de 2026, o que pode fazer o “sonho” de Zema em entregar totalmente a Cemig para a iniciativa privada perder força.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade