Mike Benz, ouvido pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, acusa a gestão do ex-presidente Joe Biden de favorecer a candidatura do atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
Por Humberto Azevedo
O ex‑funcionário do Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos da América (EUA) na primeira gestão do presidente Donald Trump, entre 2016 e 2020, Mike Benz, em depoimento na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados, revelou que o chamado “deep state” teria triplicado o volume de verbas no Brasil para supostamente favorecer a candidatura do atual presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
Além de ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Mike Benz é especialista em políticas públicas da rede mundial de computadores, “liberdade digital” e “comunicação internacional”. Antes de atuar na primeira gestão Trump, Benz atuou como Vice-secretário-adjunto no “Bureau of Economic and Business Affairs” (EB), onde supervisionava tecnologia da informação e comunicações internacionais.
Essas ações teriam ocorrido, segundo Benz, via programas realizados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), focados no combate a propagação de notícias falsas (fake news), que na opinião dele é “na verdade uma prática de censura estratégica e manipulação eleitoral”. O ex-ocupante do Departamento de Estado do governo norte-americano apontou ainda que o objetivo da ação era “financiar Organizações Não Governamentais (ONGs) e sindicatos para influenciar a narrativa política”.
Benz afirma também que a “interferência” na gestão Biden não teria sido “pontual”, e, sim, “sistemática” para organizar uma “operação coordenada de influência do Estado Profundo americano contra líderes conservadores no Brasil”. Mike Benz garante ainda que o objetivo da ação do então governo dos EUA, na gestão Biden, era “impedir a reeleição de Bolsonaro e consolidar Lula no poder”.
“Nós optamos em trazê-lo aqui e compete a nós da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional ouvir as denúncias, que são basicamente a manipulação do debate público em especial no período das eleições de 2022, da censura generalizada, a utilização de um complexo industrial da censura como ele próprio ter denominado por meio de agências de checagens em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral para manipular aquilo que podia e o que não podia ser dito”, disse Felipe Barros (PL-PR) – presidente da CREDN da “Casa do Povo”.
“E isso favoreceu diretamente o PT e, em especial, o presidente Lula nas últimas eleições e é uma afronta à soberania nacional brasileira e esta, sim, uma ingerência indevida de um outro país na nossa democracia”, comentou o bolsonarista paranaense.



























