MATO GROSSO

1% CULPADO

Dívida de R$ 760 milhões em precatórios pressiona gestão de Várzea Grande; Ex-prefeito não se sente culpado

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Em meio a uma das maiores crises financeiras da história de Várzea Grande, o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) afirmou nesta segunda-feira (21/07) que tem apenas “1% de culpa” pela dívida de R$ 760 milhões em precatórios. O débito astronômico colocou o município no topo do ranking de inadimplência em Mato Grosso, superando inclusive o Governo do Estado. A declaração foi feita durante o balanço dos primeiros seis meses da gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), que agora enfrenta o desafio de administrar um rombo herdado e sem precedentes.

O ex-prefeito de Várzea Grande que administrou entre 2011 e 2012, Tião da Zaeli (PL) minimizou sua responsabilidade sobre a atual dívida de R$ 760 milhões em precatórios. Segundo ele, os débitos não se originaram de irregularidades durante sua gestão, mas, principalmente, do reajuste salarial de 19% concedido aos servidores à época e do alto volume de ações judiciais, que, segundo afirmou, não resultaram em condenações.

“Talvez eu tenha 1% de culpa. Estive na Prefeitura por apenas um ano e dois meses. Concedi um reajuste de 19% aos servidores, mas não respondi por improbidade em nenhum dos processos. Fui o prefeito mais denunciado, mas nenhuma das denúncias prosperou porque não havia fundamento”, declarou.

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A Prefeitura de Várzea Grande já destinou R$ 27 milhões ao pagamento de precatórios em 2025 e pretende alcançar R$ 60 milhões até o fim do ano, com uma média mensal de R$ 4 milhões pagos. Para acelerar a quitação da dívida, a gestão deve lançar um programa de negociação direta com credores, permitindo acordos com desconto para antecipar valores. Segundo o secretário de Gestão Fazendária, Marcos José da Silva, quem aceitar o acordo será encaminhado a uma fila prioritária no Tribunal de Justiça, fora da ordem cronológica — que ainda inclui precatórios de 1998.

Com essa medida, a administração busca reduzir o passivo acumulado com maior agilidade e aliviar a pressão financeira que mantém Várzea Grande como o município mais endividado do estado.

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