O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta sexta-feira (18) a soltura do lobista e empresário Andreson de Oliveira Gonçalves, preso desde novembro de 2024 na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá. A decisão foi assinada pelo ministro Cristiano Zanin, que autorizou a prisão domiciliar do investigado.
Andreson foi apontado pela Polícia Federal como peça-chave na Operação Sisamnes, que investiga a venda de sentenças judiciais em tribunais estaduais, incluindo o de Mato Grosso. Segundo Zanin, o lobista exercia “função de comando” no esquema, que envolvia servidores, advogados e até desembargadores. “Diálogos comprovaram sua propensão a práticas ilegais”, afirmou o ministro.
Durante a operação, foram cumpridos mandados na casa dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, ambos afastados por suspeita de envolvimento no esquema. Andreson era o elo entre os magistrados e o advogado Roberto Zampieri, assassinado a tiros em dezembro de 2023, em Cuiabá.
A PF aponta que Andreson atuava como cobrador de propinas e repassador de informações privilegiadas, muitas vezes exigindo pagamentos de dívidas do esquema. Um notebook com conteúdo relevante foi apreendido em sua casa, além de áudios comprometendo Zampieri.
Apesar das acusações e da avaliação de risco às investigações, Zanin determinou que o lobista cumpra pena em regime domiciliar. Nos últimos meses, denúncias revelaram que Andreson desfrutava de regalias na prisão, como carne assada e chocolates, o que levantou questionamentos sobre o tratamento dado ao investigado.



























