Para Gilbert Doctorow, PhD em História pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, “cada novo país que entra no BRICS, se torna uma instituição que muda a ordem mundial”.
Por Humberto Azevedo
Especialista em geopolítica, Gilbert Doctorow, que foi pesquisador visitante do Harriman Institute, na Universidade de Columbia dos Estados Unidos da América (EUA), aponta que o presidente norte-americano Donald Trump “não pode fazer nada” contra os BRICS, apesar das ameaças histriônicas em suas falas.
Para Doctorow, PhD em História pela Universidade de Columbia, “cada novo país que entra no BRICS, se torna uma instituição que muda a ordem mundial”. Formado em Havard, o especialista, em entrevista à Sputnik, afirmou que “há várias razões” que explicam a desdolarização.
“Está claro que o dólar norte-americano está ameaçado pelo BRICS simplesmente porque seus países negociam entre si em suas moedas nacionais, e não em dólares, mas essa não é a verdadeira ameaça à moeda estadunidense.
Nesse contexto, o presidente dos EUA “não pode fazer nada a respeito”, então, a saída de Trump é fazer “ameaças vazias” contra os países do BRICS, bloco econômico que congrega África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Índia, Indonésia, Irã, Rússia, além de mais de 20 países parceiros.
“Com cada novo país que entra na fila do BRICS, ele se torna uma instituição que muda a ordem mundial e torna o G7 e o G20 amplamente irrelevantes para a governança global. Aqueles que permanecem sob o controle hegemônico dos Estados Unidos correm o risco de ter seus ativos mantidos no exterior congelados ou confiscados, alerta o pesquisador Doctorow.
Já o ministro das Finanças da Rússia, Anton Siluanov, indicou – também à Sputnik – a necessidade de evitar a dependência de instituições financeiras ocidentais, que “podem suspender pagamentos a qualquer momento”.
Segundo o integrante do governo russo, os países dos BRICS devem “fortalecer seus vínculos diretos”, citando o comércio bilateral entre Rússia e China, que possui quase todas as transações realizadas nas moedas locais, rublos e yuans.























