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Cidades sustentáveis

BRICS aprova primeira recomendação sobre financiamento climático rumo à COP-30

A embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, afirma que, pela primeira vez, o BRICS vai ter um documento que orienta uma ação comum e coletiva dos países membros na área de financiamento climático. (Foto: Isabela Castilho / BRICS Brasil)

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O documento trata de assuntos como reforma de bancos multilaterais e mobilização de capital privado para financiar ações climáticas dos países do sul global. O texto será apresentado aos chefes de Estado durante a cúpula do bloco no próximo mês.

 

Por Humberto Azevedo

 

Os vice-ministros dos 11 países membros do BRICS aprovaram o documento base sobre financiamento climático durante a reunião de alto nível sobre mudança do clima e desenvolvimento sustentável do grupo, realizada em Brasília. O texto aponta caminhos para atrair investimentos que serão utilizados em ações de combate à mudança do clima.

 

A expectativa é de que ele componha os esforços em torno da 30ª edição da Conferência sobre mudanças no clima das Nações Unidas (COP-30), que acontecerá na cidade paraense de Belém, entre 5 e 21 de novembro.

 

A declaração dos líderes do BRICS sobre financiamento climático será agora submetida aos chefes de Estado na reunião de cúpula, que ocorrerá no próximo mês – entre os dias 4 e 5 de junho. O documento pode contribuir para a produção do roteiro Baku-Belém, que é um plano de ação que visa a alcançar recursos na ordem de R$ 7,14 trilhões até 2035 e que financiarão as ações climáticas de países em desenvolvimento. A embaixadora Tatiana Rosito, secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, ressaltou o ineditismo da declaração.

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Rosito afirma que, pela primeira vez vai ter um documento que orienta uma ação comum e coletiva do BRICS na área de financiamento climático envolvendo, por exemplo, reformas de bancos multilaterais, um maior financiamento concessional, mobilização também de capital privado e outras questões regulatórias também para assegurar que os fluxos possam fluir para os países em desenvolvimento. 

 

REDUÇÃO DE CARBONO

 

Outra decisão importante tomada pelo grupo foi o acordo para se discutir a contabilidade de carbono. De acordo com a Embaixadora Liliam Chagas, diretora de Clima do Itamaraty, o termo envolve o resultado da medição da pegada de carbono num determinado produto ou setor. A intenção seria verificar o impacto dessa prática na vida econômica dos países do BRICS, especialmente, no tocante ao comércio exterior. A embaixadora também celebrou avanços na cooperação intelectual e científica entre os países para frear a mudança do clima. 

 

Lilian Chagas disse ainda que este é apenas o segundo ano em que os países do BRICS estão discutindo sobre mudança do clima. Então para um segundo ano, para um grupo novo, um espaço novo de discussão, nós conseguimos sob a liderança brasileira cinco resultados na área de clima, fazendo um dos grupos mais dinâmicos da presidência brasileira.

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Estabeleceu-se também o desenvolvimento de um laboratório BRICS para discutir medidas de clima que afetam o comércio internacional. De acordo com a embaixadora, o laboratório será um espaço onde os países poderão entender o impacto de medidas de comércio que possam afetar as suas exportações e também fazer projeções, caso precisem adequar os seus negócios à conjuntura internacional.

 

Com informações de assessoria.

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