Ex-presidente da associação dos procuradores desde 2021 reconheceu a importância da “política real”, não das dos “likes” e “lacrações”, que hoje imperam nas redes digitais.
Por Humberto Azevedo
Em discurso de despedida da Associação Nacional dos Procuradores federais da República (ANPR) na última terça-feira, 29 de abril, o ex-presidente da entidade, Ubiratan Cazetta, ressaltou que o papel da instituição ao qual presidiu é “fazer pleitos honestos” e não “pleitos que nos envergonhem”. o ex-dirigente da associação dos procuradores desde o ano de 2021 reconheceu a importância da “política real” e lamentou a política dos “likes” e da “lacrações”, que hoje imperam nas redes digitais.
“Aqui não há chão de fábrica. Aqui todos somos iguais e, eventualmente, estamos em cargos espinhosos, como o que o Hindemburgo hoje ocupa de vice-procurador geral, mas somos todos iguais. Esses associados que nos brindaram com dois mandatos, quando cogitei do primeiro mandato, eu assumi um compromisso com minha esposa de que seria um único mandato. Falhei”, contou Cazetta que foi reconduzido para o cargo em 2023.
“Nesse momento é agradecer. Mas agradecer é algo, acho que acima de tudo, não só é essencial, mas talvez seja uma das formas mais claras de prestar uma homenagem e de se reconhecer do tamanho certo uma pessoa e nunca acima de ninguém. Sempre buscando olhar olho no olho, sem tratar com diferença aqueles que nos circundam e dar o toque de humanidade que nos é obrigatório”, falou o ex-presidente da ANPR.
“Desde 2003, essa convivência com o Congresso nos ensina, essencialmente, a respeitar o diverso e a reconhecer a importância da política. A política real, não a política que, infelizmente, nós vivenciamos hoje, dos ‘likes’, das ‘lacrações’. (…) O nosso papel de associação é fazer pleitos. Obviamente, fazer pleitos honestos, pleitos que não nos envergonhem, e nem sempre conseguimos que eles sejam atendidos a tempo e hora, às vezes não são atendidos, mas há sempre, e essa é uma outra característica, que eu friso esse ponto, em que estamos na nossa horizontalidade, que não há inimigos aqui”, finalizou.



























