Bastidores eleitorais: o nome de Carlos Bolsonaro entra no jogo do PSD
O dia foi dominado por uma informação que circulou com força nos bastidores: a possibilidade de Carlos Bolsonaro avaliar filiação ao PSD para disputar espaço em Santa Catarina.
Se confirmada, a movimentação não seria apenas troca partidária — seria um redesenho estratégico. O PSD, que vinha operando com postura pragmática e regionalizada, passaria a incorporar um nome de projeção nacional, alterando completamente o equilíbrio interno e externo da disputa.
Para o partido, seria ganho de visibilidade. Para o cenário estadual, seria mais um elemento de fragmentação no campo conservador.
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PL reage: Jorginho fala em chapa pura
Diante do ruído crescente, o governador Jorginho Mello tratou de reforçar publicamente a ideia de uma chapa pura do PL, com Carlos Bolsonaro e Carol De Toni compondo o projeto majoritário.
A sinalização tem dois objetivos claros:
1.Blindar a base e conter especulações de debandada.
2.Mostrar força e unidade antes que o movimento adversário se consolide.
O problema é que, em política, quando a unidade precisa ser reafirmada com tanta ênfase, é porque ela está sendo testada.
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O impacto real: o Senado vira zona de alto risco
A disputa pelo Senado deixou de ser simples cálculo eleitoral e virou disputa de espaço interno. Se Carlos Bolsonaro entra na equação — seja pelo PL ou por outro partido — a pulverização de votos se torna quase inevitável.
Nesse ambiente, candidaturas tradicionais, como a de Esperidião Amin, passam a depender não apenas de capital político próprio, mas da capacidade de evitar divisão excessiva no campo ideológico.
E hoje esse campo está longe de coeso.
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PSD: pragmatismo ou ousadia?
Se o PSD realmente abrir espaço para Carlos Bolsonaro, deixa de ser apenas observador estratégico e assume protagonismo de risco. A legenda vinha construindo narrativa de estabilidade e gestão. Uma guinada nacionaliza o debate e pode alterar sua identidade regional.
O partido precisa decidir se quer ser alternativa técnica ou polo de polarização ampliada.
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Capital x interior: reação distinta
Em Florianópolis, o debate ganha repercussão imediata e polarizada. No interior, a leitura é mais fria. Prefeitos e lideranças regionais querem saber uma coisa: quem tem estrutura real para vencer.
No interior catarinense, visibilidade nacional não substitui capilaridade municipal.
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O clima político do dia
– PL tenta consolidar chapa e mostrar controle
– PSD avalia salto estratégico
– Senado permanece como eixo real da disputa
– Campo conservador se fragmenta antes mesmo da largada oficial
A eleição ainda está distante no calendário.
Mas hoje ficou claro que o desenho final será muito menos previsível do que parecia semanas atrás.
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