O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu nesta quarta-feira (11) acesso irrestrito a todos os documentos das investigações sobre o Banco Master, durante visitas ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, e ao diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Segundo ele, o Senado deve “fortalecer a investigação da Polícia Federal para que em nenhuma hipótese haja blindagem nessa investigação”.
A CAE criou um grupo de trabalho para acompanhar o caso e, embora Renan tenha assinado pedido de CPI, afirmou que a comissão permanente do Senado tem competência constitucional para fiscalizar o sistema financeiro. “A fiscalização do sistema financeiro nacional é competência da CAE do Senado. […] Nosso trabalho é permanente. A CPI é sempre temporária”, declarou.
O senador disse ainda que, com base na Lei Complementar 105, a comissão pode requisitar inclusive informações sigilosas, mediante votação no plenário. Ele também defendeu ouvir Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, na fase inicial de depoimentos e afirmou que o objetivo é “aperfeiçoar a legislação, a regulação e a própria fiscalização”.
Parlamentares que acompanharam as reuniões reforçaram o pedido de compartilhamento de dados. Para Esperidião Amin (PP-SC), “o excesso de sigilo vai pretender ser blindagem”, enquanto Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que a CAE tem competência para requisitar documentos sigilosos e que a apuração depende do acesso às informações.














