A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quinta-feira (5), quatro mandados de prisão na Operação Showdown, em Mato Grosso, contra integrantes da família de uma líder de facção criminosa que está foragida. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 20 milhões provenientes do tráfico de drogas em um período de um ano e sete meses. A organização também é suspeita de atuar em um esquema de lavagem de dinheiro e apoio a uma facção que opera na região norte do estado.
Além das prisões, a operação cumpre sete mandados de busca e apreensão, determina o sequestro de seis veículos e quatro imóveis, além do bloqueio de sete contas bancárias e a suspensão de três empresas. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e são executadas nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
As investigações apontam que o esquema era liderado por uma mulher considerada chefe de facção em Alta Floresta. Ela está foragida desde agosto de 2025, quando escapou do Presídio Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Entre os alvos da operação estão o pai, a filha e o genro da suspeita, apontados como responsáveis por operar o sistema financeiro do grupo e ocultar recursos obtidos com o tráfico.
De acordo com a polícia, o grupo utilizava empresas de fachada nos ramos de calçados, beleza e roupas multimarcas para lavar dinheiro, além de plataformas de jogos de azar on-line para simular ganhos legítimos. As apurações também indicam ligação com garimpo ilegal na região de Alta Floresta e uso de um bar e prostíbulo em Nova Bandeirantes como ponto de apoio para tráfico e extorsão. O nome da operação faz referência a uma jogada do pôquer em que os jogadores revelam as cartas, em alusão ao uso de apostas no esquema investigado.

































