MATO GROSSO

“Hoje, Lula. Amanhã, Bolsonaro. Depois, Tarcísio”, diz Julio Campos ao ironizar apoio de Maggi

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O deputado estadual Julio Campos (União Brasil) ironizou nesta terça-feira (22) a postura política dos empresários Blairo e Eraí Maggi, ao comentar as articulações para a disputa ao governo de Mato Grosso em 2026. Segundo o parlamentar, os chamados “barões do agronegócio” seguem a direção dos ventos políticos e transitam entre diferentes alianças conforme seus interesses.

“Ele tem estrutura para ser candidato, tem o partido dele, o Republicanos, Novo, PRD, tem fundo partidário, recursos próprios… fora o grupo Maggi e Scheffer, que são os barões do agronegócio, que hoje estão com Lula, amanhã com Bolsonaro, depois Tarcísio. Do lado que o vento está tocando, eles estão firmes para ganhar a eleição”, comentou o legislador.

A declaração veio após ser provocado pelo apresentador Lúcio Sorge, em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real, que citou a aproximação do grupo com o presidente Lula, mesmo após participações em eventos com aliados de Bolsonaro, como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Julio reafirmou que o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) será candidato ao Palácio Paiaguás, com ou sem o apoio do atual governador Mauro Mendes (União Brasil), que já declarou preferência pelo nome. O deputado ainda apontou que Pivetta possui estrutura partidária sólida e apoio do setor do agronegócio.

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“Não há nenhuma dificuldade em compor com Otaviano Pivetta. O vice-governador nos respeita, sempre tratou a gente com educação, finura e não temos nenhuma dificuldade. Agora, o nome do vice-governador precisa ser consolidado nas bases partidárias. Ele colocou seu nome recentemente e está trabalhando para isso”, afirmou ele.

Apesar das críticas à atuação política dos empresários, Julio disse não ver resistência interna ao nome de Pivetta, mas ponderou que o vice ainda precisa consolidar sua candidatura dentro das bases. “Ele sempre nos tratou com respeito. Mas precisa trabalhar para fortalecer seu nome”, avaliou.

O irmão de Julio, o senador Jayme Campos (União), também é cotado como possível candidato ao governo em 2026, o que pode aumentar a disputa interna na legenda.

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