O comitê será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que adotará medidas de proteção da economia brasileira; as reuniões começam já nesta terça-feira, 15 de julho.
Por Humberto Azevedo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira, 14 de julho, a criação de um comitê interministerial de negociação e contramedidas econômicas e comerciais, que terá como objetivo ouvir os setores empresariais afetados pelas tarifas de 50% aos produtos brasileiros e prometidas para o mês de agosto pelo presidente dos Estados Unidos da Amèrica (EUA), Donald Trump.
O comitê será coordenado pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDICS), Geraldo Alckmin (PSB), e terá como função a adoção de medidas de proteção da economia brasileira. O grupo foi criado por meio da publicação de um decreto de regulamentação previsto na Lei 15122 deste ano, que prevê estabelecer reciprocidade econômica a países e ou blocos econômicos que causem barreiras e embaraços aos produtos brasileiros.
O comitê será composto ainda pelos ministros da Casa Civil, Rui Costa, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Fazenda, Fernando Haddad. Outros ministros poderão ser chamados para reuniões temáticas do comitê. Como primeira missão, o comitê terá a primeira reunião a ser realizada nesta terça-feira, 15 de julho, a partir das 10 horas, com setores da indústria. Ainda na terça, o comitê promoverá uma segunda reunião com o setor do agronegócio.
DIÁLOGO
No último dia 6 de março, Alckmin realizou reunião, por meio de videoconferência, com o secretário de comércio do governo norte-americano, Howard Lutnick, e o representante de comércio, embaixador Jamieson Greer, estabelecendo, a partir daquela data, o canal de diálogo para abordar a pauta do comércio bilateral e as políticas tarifárias dos EUA, seriam exclusivamente por meio do Ministério Relações Exteriores (MRE) e das equipes técnicas do MDICS e do próprio Itamaraty.
O governo também tem mantido diálogo com o setor privado para defender os interesses dos produtores nacionais.
Com informações de assessorias.



































