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CPMI do INSS liga “Careca do INSS” a consultoria de fachada com movimentação milionária

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS - 2025 (CPMI - INSS) realiza oitiva de empresário apontado como um dos principais operadores do esquema de desvio de recursos do INSS que deveriam ser pagos a aposentados e pensionistas. O objetivo da comissão é investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas. A CMPI é formada por senadores e deputados, num total de 32 titulares e igual número de suplentes. Mesa: empresário Antônio Carlos Camilo Antunes (depoente). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

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A publicitária Danielle Miranda Fonteles ligou o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, à Spyder Consultoria, empresa investigada pela CPMI do INSS por movimentação financeira atípica e indícios de ser de fachada. Mesmo sem site ou presença em redes sociais e registrada em nome de um auxiliar de serviços gerais de 25 anos, a empresa movimentou R$ 371 milhões nos primeiros seis meses do ano passado, uma das maiores cifras já identificadas pela comissão parlamentar.

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à CPMI aponta um pagamento de R$ 200 mil da Spyder a Danielle Fonteles. Procurada, ela afirmou que não conhecia a empresa e que a transferência foi determinada pelo Careca do INSS como parte da negociação de venda de um imóvel em Trancoso, no sul da Bahia. A defesa do empresário informou que ele não irá comentar o caso.

Danielle Fonteles, que atuou em campanhas eleitorais do PT, é apontada pela Polícia Federal como sócia do Careca do INSS na Cannabis World, empresa de cannabis medicinal em Portugal. Mensagens obtidas pela investigação indicam que ela coordenava a operação da companhia no país ibérico. “Pessoal, criei esse grupo para acompanharmos passo a passo o trabalho de avaliação do Projeto Cannabis em Aveiro (Sync Nature)”, escreveu em mensagem de outubro de 2024.

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A CPMI chegou à Spyder após identificar repasses da empresa Dinar S/A Participações, usada pelo Careca do INSS e abastecida por recursos de outras entidades investigadas. Registrada em dezembro de 2024, a Spyder tinha capital social de R$ 120 mil, mas já havia movimentado mais de R$ 16 milhões em janeiro de 2025, segundo dados da Receita Federal. A comissão requisitou a quebra de sigilo da empresa para aprofundar as investigações.

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