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Bastidores do Poder (especial desdobramentos Caso Master)

Coluna de notas apuradas diretamente dos bastidores da Câmara dos Deputados, Ministérios, Palácio do Planalto, Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e demais tribunais superiores.

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Crise Master no STF

 

O STF nunca afastou um ministro por decisão do plenário. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou reunião com todos os ministros na tarde desta quinta-feira, 12 de fevereiro, para apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) que contém menções ao ministro Dias Toffoli, relator do caso Banco Master, extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. No encontro, Fachin também comunicou a resposta de Toffoli, que nega qualquer irregularidade e sustenta não haver motivo para suspeição.

 

Defesa e vínculos

Toffoli admitiu ser sócio da Maridt Participações, empresa familiar que vendeu participação no resort Tayayá (PR) a fundos ligados a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O ministro afirma que declarou os valores à Receita Federal e que “jamais recebeu qualquer valor” de Vorcaro ou Zettel . A PF estima que a empresa do ministro tenha recebido cerca de R$ 20 milhões na negociação. Toffoli classifica o pedido de suspeição como “ilações” e argumenta que a PF não tem legitimidade para formulá-lo.

 

Ofensiva no Congresso

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo o afastamento imediato de Toffoli da relatoria e a apuração de possíveis crimes como corrupção passiva e prevaricação. O deputado Carlos Jordy (PL-SP) apresentou pedido semelhante. O mesmo fez o senador Eduardo Girão (Novo-CE). Fachin já encaminhou o caso à PGR, que decidirá sobre eventual arguição de suspeição.

 

STF: Crise Master

 

A defesa de Vorcaro critica “vazamento seletivo”. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

A PF entregou o material na segunda-feira, 9 de fevereiro, extraído do celular de Daniel Vorcaro, e acionou o artigo 33 da Loman por indícios de crime envolvendo magistrado. Toffoli admite ser sócio da Maridt, empresa familiar que vendeu participação no resort Tayayá (PR) por cerca de R$ 20 milhões a fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Mas o ministro nega qualquer relação pessoal ou financeira com o banqueiro e classifica o pedido como “ilação”, alegando ilegitimidade da PF para arguir suspeição (CPC, art. 145) .

 

Inviabilidade na relatoria

Nos bastidores do STF, colegas de Toffoli avaliam que o ministro “errou feio” ao não recusar a relatoria desde o início . Decisões polêmicas — como lacrar provas na Corte e determinar acareação com o BC — agravaram o quadro . A permanência é vista como insustentável, com risco de arrastar o tribunal para crise sem precedentes . A palavra final será de Fachin e da PGR.

 

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CPI mira Master

 

O objetivo é esclarecer se as mensagens no celular de Vorcaro atrelam Toffoli ao esquema. A CPI tem 120 dias de duração. (Foto: Divulgação / Tayayá Resort)

A rota do dinheiro que envolve o ministro Dias Toffoli no caso Banco Master expõe uma complexa triangulação financeira. A Maridt Participações, empresa familiar do ministro, vendeu participação no Resort Tayayá (PR) ao fundo Arleen por R$ 3,1 milhões em 2021. O Arleen, por sua vez, recebeu R$ 19,9 milhões do fundo Leal, cujo único cotista é Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master — ambos os fundos geridos pela Reag, liquidada pelo BC.

 

Vínculos e negócios

A Maridt, sociedade anônima de capital fechado administrada pelos irmãos de Toffoli, investiu ao todo R$ 20,7 milhões no empreendimento. O ministro admitiu ser sócio, mas afirmou desconhecer quem estava por trás da compra. A PF apura se o nome de Toffoli, citado em mensagens no celular de Vorcaro, tem relação direta com essa engenharia financeira que, segundo investigadores, servia para inflar artificialmente o patrimônio do banco.

 

Ofensiva no Congresso

Na CPI do Crime Organizado, o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que a atuação do Banco Master “se enquadra como crime organizado” e que a comissão “tem, sim, aptidão para essa ação” . Foram apresentados requerimentos para quebra de sigilo da Reag e de João Carlos Mansur, além da convocação dos irmãos do ministro, José Eugênio e José Carlos Toffoli.

 

Rota Master-Toffoli

 

A Reag, liquidada pelo BC em janeiro, é investigada na Operação Compliance Zero por fraudes que inflavam artificialmente o patrimônio do Master. A venda do restante das cotas foi concluída em fevereiro de 2025 à PHB Holding. (Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil)

O ministro Dias Toffoli admitiu ser sócio da Maridt Participações, empresa familiar administrada por seus irmãos, José Carlos e José Eugênio. A revelação ocorre após a PF encaminhar ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, relatório com menções a Toffoli extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — liquidado pelo BC em novembro de 2025 e alvo de inquérito sob relatoria do próprio ministro.

 

Maridt e fundos

A Maridt vendeu, em setembro de 2021, parte de suas cotas no Resort Tayayá (PR) ao Fundo Arleen por R$ 3,1 milhões. O Arleen era administrado pela Reag Investimentos e tinha como principal cotista o Fundo Leal, cujo único dono é Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

 

PF e defesa

Na CPI do Crime Organizado, o relator Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou requerimentos para convocar os irmãos de Toffoli e quebrar sigilos da Reag e de João Carlos Mansur, seu fundador.

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Toffoli: decisões inusuais

 

Avocação com foro não confirmado, sigilo; guarda das provas no STF, nomeação de peritos, calendário próprio, redução de prazos, acareação prévia a depoimentos, oitivas no STF são decisões contestadas de Toffoli. (Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil)

Toffoli ampliou a lista de decisões atípicas na relatoria do caso Banco Master. Nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, um dia após ser citado em mensagens no celular de Daniel Vorcaro, Toffoli solicitou o envio de todos os dados dos celulares apreendidos e periciados pela PF — medida que investigadores afirmam não ter precedente e desloca o eixo da investigação da polícia para o STF.

 

Nova Decisão

O pedido soma-se a pelo menos nove outras decisões consideradas fora da praxe jurídica: avocar o caso ao STF com indício frágil de foro privilegiado; impor sigilo grau três, ocultando até andamentos; determinar a guarda das provas no STF e depois recuar; nomear os peritos da PF; fixar calendário próprio e reduzir prazos de oitivas; realizar acareação antes de depoimentos individuais; ordenar depoimentos no STF e não na PF; e conduzir a acareação sob forte resistência do Banco Central .

 

TSE: desfile liberado

 

O desfile está marcado para o próximo domingo, 15 de fevereirro, na abertura do Grupo Especial no Sambódromo do Rio de Janeiro. (Foto: Ricardo Stuckert / Secom-PR)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, pedidos de liminar dos partidos Novo e Missão que buscavam barrar o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, cujo enredo “do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva . A relatora, ministra Estela Aranha, fundamentou que a legislação veda o pedido explícito de voto e que não é possível reconhecer abuso de poder de forma preventiva, antes da ocorrência dos fatos.

 

Liminares rejeitadas

O partido Novo pedia multa de R$ 9,65 milhões e apontava uso de “palavras mágicas”, menção ao número do PT e jingles de campanhas petistas; já o partido Missão requereu a proibição de Lula participar do desfile, de a escola entoar jingles e do compartilhamento das imagens nas redes do presidente e do PT. 

 

TCU e verba pública

Paralelamente, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a suspensão do repasse de R$ 1 milhão da Embratur à Acadêmicos de Niterói, por suspeita de desvio de finalidade e afronta aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa. O valor integra contrato de R$ 12 milhões com a Liesa para as 12 escolas do grupo especial do Rio de Janeiro.

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