Direita sob comando de Bolsonaro

De acordo com informações de fontes bolsonaristas e do “centrão”, mesmo preso, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro mantém o comando da direita, definindo estratégias eleitorais e alianças estaduais. A visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Papudinha, que selou o apoio à sua reeleição ao Palácio dos Bandeirantes e o afastou de uma disputa presidencial, foi orquestrada pelos filhos, Flávio e Carlos. A família também interveio em Santa Catarina, impondo o ex-vereador carioca Carlos como candidato ao Senado, e no Ceará, travando uma aliança do PL com o ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB). O cenário da visita de Tarcísio demonstra o quanto a concentração de poder continua no núcleo familiar do ex-presidente, com os aliados no “centrão” tremendo serem “fuzilados” eleitoralmente, caso apresentem independência do clã Bolsonaro.
Rui Costa define suplente

De acordo com informações de fontes do Planalto, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), articula sua candidatura ao Senado pela Bahia em 2026 e ofereceu a vaga de primeiro suplente ao ex-deputado Ronaldo Carletto, atual presidente do diretório baiano do Avante. A escolha reflete uma estratégia para fortalecer a aliança com o Avante, partido que ganhou protagonismo nas últimas eleições municipais naquele estado e é base de apoio ao governo Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição. Carletto, com trajetória de três mandatos como deputado estadual e dois como federal, busca há anos uma vaga no Senado. A posição de primeiro suplente é considerada chave, pois, em caso de reeleição do presidente Lula, Rui Costa poderá ser reconduzido novamente para a Esplanada dos Ministérios, o que garantirá ao suplente pelo menos quatro anos de exercício de mandato parlamentar na Casa da Federação.
“Zero dois” racha bolsonarismo em SC

De acordo com informações de fontes bolsonaristas e do “centrão”, a imposição da candidatura do ex-vereador carioca, Carlos Bolsonaro – “filho “zero dois” do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, ao Senado por Santa Catarina provocou um racha na base aliada do governador bolsonarista Jorginho Mello (PL), levando à ruptura formal do MDB com o governo estadual. O partido anunciou a construção de um projeto próprio para o pleito de outubro, em reação à quebra do acordo que lhe garantiria a vaga de vice na chapa. A insatisfação se estende a outras siglas do “centrão”, como PP, União Brasil e PSD, que discutem uma coligação opositora para apoiar a reeleição do senador Esperidião Amin (PP), isolando politicamente o PL no estado. Lideranças locais criticam a importação de um candidato sem raízes regionais e acusam o governador de preterir alianças consolidadas.
Delação atinge Alcolumbre

De acordo com fontes bolsonaristas, do “centrão”, do Planalto, do Palácio do Buriti, da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Suprema Corte, as informações de que a delação dos empresários Beto Louco e Mohamad Mourad, que acusam o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre, de receber propinas que totalizariam R$ 400 milhões, surgiu como uma bomba nos bastidores de Brasília. Os dois delatores teriam informado o pagamento de R$ 2,5 milhões, a pedido do senador, para custear o show de Roberto Carlos no Réveillon do Amapá em 2024, em troca de interferência junto à Agência Nacional de Petróleo (ANP). A PGR, chefiada por Paulo Gonet – cuja recondução Alcolumbre atrasou no Senado, rejeitou inicialmente o acordo por falta de “materialidade”, mas com novas informações, elas foram aceitas.
O jogo de Kassab

De acordo com informações de fontes do “centrão”, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, está transformando o Distrito Federal em um “eixo central” da estratégia do partido para as eleições de 2026. A aposta passa pela candidatura do ex-governador José Roberto Arruda, um nome com densidade eleitoral e capilaridade política na capital, recolocando-o no jogo nacional. O movimento se soma à chegada de outros pesos-pesados como os presidenciáveis Ronaldo Caiado, governador de Goiás, Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Com isso, Kassab, presidente nacional do PSD, não prioriza um projeto presidencial único, mas constrói um partido forte o suficiente para controlar palanques estaduais tanto de apoio, como de oposição, ao governo Lula para ter influência decisiva no Congresso, independentemente de quem ganhar à Presidência.
A jogada do “centrão”

De acordo com informações de fontes do “centrão”, a mudança do governador Ronaldo Caiado do União Brasil para o PSD reflete e acentua a dispersão da centro-direita entre múltiplas pré-candidaturas presidenciais. A estratégia é se distanciar da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e reforçar que o PSD mantém o propósito de lançar um candidato próprio, independente do destino eleitoral do filho “zero um” do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. As viagens nacionais de Caiado nos últimos seis meses serviram para testar sua viabilidade e ampliar sua visibilidade. No plano estadual, sua presença no PSD pode facilitar o diálogo com a campanha de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia, estado com o quarto maior colégio eleitoral, em que o PSD local apoio os governos petistas.
Fachin defende STF

De acordo com informações de fontes do “centrão”, do Planalto e da Suprema Corte, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, enviou um recado político ao afirmar, em entrevistas, que atuará “com firmeza, doa a quem doer” para preservar a credibilidade da Corte. A declaração ocorre em meio à crise ética envolvendo a relatoria do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, questionada por vínculos de familiares junto aos denunciados. Fachin evitou antecipar juízos, ressaltando a cautela institucional e a necessidade de análise pelo colegiado competente. Ele defendeu o fortalecimento de um “código de conduta” como mecanismo estrutural e permanente de transparência, não como resposta casuística. A proposta, que conta com apoio de ex-ministros e juristas, visa estabelecer parâmetros objetivos para conflitos de interesse, palestras e vínculos profissionais.
TSE pode cassar Seif

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para a próxima quinta-feira, 5 de fevereiro, o julgamento de um recurso que pode cassar o mandato do senador Jorge Seif (PL-SC). A ação, movida pela coligação PSD, Patriota e União Brasil, acusa o parlamentar de abuso de poder econômico na campanha de 2022. As alegações incluem o uso da estrutura material e de pessoal das lojas Havan, como canais oficiais da empresa para veiculação de campanha, sala de gravação para transmissões pela internet, funcionários para promoção eleitoral e aeronaves particulares. A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) deu parecer favorável à cassação do mandato de Seif e de seus suplentes. Caso a chapa seja cassada, o TSE poderá determinar a realização de uma nova eleição para o Senado em Santa Catarina.
Influenciadores pró-Master

A Polícia Federal (PF) investiga uma rede de influenciadores digitais suspeita de receber pagamentos vultosos para defender os interesses do Banco Master e atacar instituições como o Banco Central do Brasil (BCB), servidores públicos e ministros. A rede, que soma mais de 70 milhões de seguidores, também atuou para vilipendiar a Caixa Econômica Federal (CEF), seguindo narrativas do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), e para promover elogios ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. As investigações apontam que empresários ligados ao controlador Daniel Vorcaro financiaram a operação, que incluiu a contratação de perfis para obstruir as apurações. O caso tem desdobramentos no Judiciário, com a irmã do ministro Dias Toffoli envolvida em negócios com fundos investigados, e no Congresso, onde há pedidos de CPI.
Caso Orelha vira símbolo

A morte do cão comunitário Orelha, agredido na Praia Brava (SC), transformou-se em uma pauta nacional que expõe a impunidade e as falhas do sistema jurídico em casos de maus-tratos de animais. O caso mobilizou parlamentares e vem gerando debates entre parlamentares, simbolizando a indignação pública com a violência crescente e a lentidão institucional. Embora os adolescentes envolvidos tenham praticado uma série de atos violentos, a legislação atual impede a apreensão ou responsabilização direta, pois os crimes não são contra seres humanos. A comoção evidenciou um vácuo legal que normaliza a crueldade, levando a questionamentos sobre a hierarquia da violência na lei. Parlamentares como o deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) defendem mudanças para resgatar valores de fraternidade e respeito à vida e estabelecer limites eficazes.





















