A ex-vereadora de Cuiabá e suplente de deputada estadual Edna Sampaio sofreu um revés político dentro do próprio grupo partidário. Em reunião realizada neste sábado, o diretório regional do PT decidiu retirá-la da disputa ao Senado, frustrando os planos de quem já articulava uma pré-campanha para o cargo majoritário.
A decisão provocou movimentação nos bastidores da esquerda mato-grossense e alterou a composição que vinha sendo desenhada para as eleições de 2026. Com a mudança, Edna deixa de integrar o projeto ao Senado e passa a concentrar esforços na corrida por uma vaga na Assembleia Legislativa.
Para o espaço que seria ocupado por Edna, a cúpula petista escolheu outro nome. A sindicalista Guelda Cristina de Oliveira Andrade foi indicada para compor a chapa do ex-governador Pedro Taques (PSB) como segunda suplente ao Senado.
Guelda é esposa do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, que atualmente ocupa a suplência de deputado estadual e também deverá disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2026.
A mudança é vista por integrantes do partido como uma demonstração de força das correntes internas que controlam as principais decisões da legenda em Mato Grosso. A escolha acabou deixando Edna fora da principal disputa que pretendia travar no próximo pleito.
Apesar da derrota nos bastidores, a ex-vereadora não ficará fora da corrida eleitoral. Assim como ocorreu em 2022, ela deverá disputar novamente uma vaga de deputada estadual, tentando ampliar sua representatividade dentro da política mato-grossense.
Com a decisão, o PT reorganiza suas peças para a eleição do próximo ano e sinaliza que pretende concentrar esforços na construção de uma chapa considerada mais competitiva para o Senado, mesmo que isso tenha custado a exclusão de uma pré-candidatura que já estava em andamento.

























