MATO GROSSO

JUDICIÁRIO

Acusado de matar esposa, enterrar corpo e forjar sequestro vira réu por feminicídio em Cuiabá

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Ministério Público aponta que crime teria sido motivado por interesses financeiros; denúncia revela tentativa de enganar familiares e a polícia após a morte da vítima

A Justiça de Mato Grosso recebeu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPMT) contra Jackson Pinto da Silva e o tornou réu pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Ele é acusado de assassinar a própria esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, e depois montar uma elaborada farsa para esconder o crime, em Cuiabá.

Segundo a denúncia oferecida pelo promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, da 27ª Promotoria Criminal da Capital, o caso ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. As investigações apontam ainda que o crime teria sido marcado por menosprezo à condição feminina da vítima, circunstância que caracteriza o feminicídio.

De acordo com o Ministério Público, além da violência, o assassinato teria sido motivado por interesses patrimoniais. Os investigadores identificaram que, antes e depois da morte de Nilza, o acusado teria realizado ações para obter controle sobre bens e recursos financeiros da esposa, incluindo movimentações bancárias que teriam beneficiado diretamente o suspeito.

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A denúncia descreve que, após cometer o crime, Jackson teria transportado o corpo da vítima até outro imóvel pertencente a ela. No local, utilizando maquinário contratado anteriormente sob a justificativa de uma obra, ele teria enterrado o cadáver para dificultar a descoberta do assassinato.

As investigações revelaram ainda que o suspeito teria adotado uma série de medidas para despistar familiares e autoridades. Conforme o Ministério Público, equipamentos que armazenavam imagens de segurança foram retirados da residência e uma falsa narrativa de desaparecimento começou a ser construída para encobrir os fatos.

Em uma das partes mais chocantes do caso, a acusação sustenta que Jackson utilizou o celular da própria vítima para enviar mensagens aos familiares simulando um sequestro e exigindo pagamento de resgate. Além disso, ele chegou a procurar a polícia para registrar uma ocorrência baseada na versão falsa. As contradições encontradas durante a investigação, porém, desmontaram a história e levaram à localização do corpo.

Com o recebimento da denúncia, o processo segue agora para a fase de instrução criminal. O Ministério Público pede que o acusado seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e requer ainda a fixação de uma indenização mínima aos familiares de

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