O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), encaminhou à Procuradoria Legislativa os três pedidos de retirada de assinaturas da CPI da Saúde, instaurada na semana passada para investigar suposto cartel nas licitações da Secretaria de Estado de Saúde (SES), revelado na Operação Espelho, de 2023. A solicitação partiu dos deputados Drº João (MDB), Juca do Guaraná (MDB) e Chico Guarnieri (PRD). “Três deputados solicitaram a retirada de assinaturas da CPI. E eu encaminhei para a Procuradoria analisar. A CPI segue instaurada”, afirmou Russi.
Drº João confirmou que pediu a retirada, alegando que havia assinado o requerimento em 2023, quando, segundo ele, o contexto era outro. “Eu retirei. Assinei no ano de 2023. Naquela época valeria a pena, mas só teve sete assinaturas, faltou assinatura”, disse. Apesar disso, reconheceu a validade da comissão: “Ela continua ativa, sem problema nenhum”.
O regimento interno da Assembleia e a Constituição Federal estabelecem que, após a leitura do requerimento em plenário, não é mais possível retirar assinaturas. Os pedidos ocorreram depois da publicação oficial da instauração da CPI, já com as assinaturas do presidente e do primeiro-secretário.
Vice-presidente da Casa, Júlio Campos (União) rebateu as justificativas e classificou a contestação como “conversa fiada”. “Ninguém me pediu para retirar. (…) Na hora que leu o processo lá, os senhores deputados podiam retirar a assinatura. Ninguém apresentou para retirar a assinatura”, declarou. Autor do pedido, o deputado Wilson Santos (PSD) deve presidir a comissão e aguarda a definição dos demais membros para iniciar os trabalhos.






















