MATO GROSSO

ESQUEMA MILIONÁRIO

Delegado revela que quadrilha investiu R$ 3,5 milhões para tentar roubar R$ 30 milhões em Mega-assalto em Confresa

publicidade

publicidade

Um esquema criminoso altamente estruturado contou com pelo menos R$ 3,5 milhões em financiamento para colocar em prática uma ação ousada que tinha como objetivo roubar cerca de R$ 30 milhões. A informação foi revelada pelo delegado Gustavo Belão, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (9).

 

Segundo o delegado, os recursos foram levantados por um grupo de criminosos que se associou para bancar toda a logística da operação. Apesar de especulações iniciais, Belão explicou que o dinheiro não partiu diretamente de uma facção criminosa paulista.

 

“Muito se ouve falar que esse crime foi financiado por uma facção criminosa de São Paulo. Na verdade, não tem dinheiro direto da facção. Existem financiadores aliados a essa facção, mas são pessoas físicas que se uniram para financiar essa atividade criminosa”, afirmou.

 

De acordo com as investigações, o grupo era formado por criminosos de diferentes estados do país. Entre eles há suspeitos vindos de São Paulo, Pará, Maranhão e Tocantins, que teriam se organizado para levantar os recursos e estruturar toda a operação criminosa.

Leia Também:  Doria: "Governo de MT vai dobrar quantidade de asfalto; é um grande legado para a população"

 

Belão destacou que o valor de R$ 3,5 milhões corresponde apenas ao investimento direto identificado até agora. Outros custos ainda estão sendo analisados, como os veículos utilizados pelo grupo, muitos deles destruídos durante a ação, além de outras despesas que podem aumentar ainda mais o prejuízo financeiro da quadrilha.

 

O delegado também revelou que um dos principais financiadores identificados é um criminoso antigo e bastante conhecido das forças de segurança. Segundo ele, o suspeito tem histórico de atuação desde pelo menos 2007 em crimes graves, como roubos a bancos, ataques a carros-fortes e ações típicas do chamado “novo cangaço”, além de envolvimento em estratégias de domínio de cidades para facilitar grandes assaltos.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade