O deputado estadual Diego Guimarães afirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan nesta quarta-feira (4), que interesses políticos estariam dificultando o avanço de projetos estratégicos no Brasil. Segundo ele, há grupos que não atuam em favor do desenvolvimento do país e que acabam travando iniciativas consideradas essenciais.
“O Brasil precisa de quem pense no futuro, não de quem atrapalhe”, afirmou.
No centro das críticas está a Ferrogrão, ferrovia considerada por ele essencial para o futuro do país. Diego ressaltou que uma obra dessa magnitude leva mais de uma década para se concretizar, o que torna ainda mais grave a paralisação do projeto. “Eu falo em futuro próximo porque uma obra como essa demora 10, 15 anos para sair do papel. E ela ainda está travada”, afirmou. Para o deputado, a falta de decisão política compromete gerações inteiras e impede o Brasil de acompanhar o ritmo de outras potências.
Ao comparar o cenário nacional com o de países desenvolvidos, o deputado foi enfático: “Nos Estados Unidos, por onde você anda tem ferrovia há mais de 100 anos. A malha deles é 10, 50 vezes maior que a nossa”. Ele destacou que o Brasil ainda padece de uma infraestrutura mínima, incapaz de sustentar sua própria produção, mesmo sendo um dos maiores celeiros do mundo.
Guimarães lembrou que Mato Grosso, sozinho, poderia figurar entre os maiores produtores de grãos do planeta, mas enfrenta um verdadeiro gargalo logístico. “A gente vive aquele caos que a gente vê na BR-163 e, principalmente, lá no porto de Miritituba, com filas incansáveis”, disse. Segundo ele, a ausência de uma estrutura viária adequada impede o escoamento da safra e penaliza produtores e caminhoneiros diariamente.
Na avaliação do parlamentar, esse cenário não é fruto do acaso. “Essa turma não quer viabilizar a produção brasileira, porque quanto mais barato for produzir e transportar no Mato Grosso, mais mercado nós vamos alcançar e mais competitividade vamos ter”, afirmou. Para ele, reduzir custos logísticos é a chave para que o agronegócio brasileiro dispute espaço de igual para igual com outros países.
Por fim, Diego Guimarães defendeu que a BR-163 e a Ferrogrão são projetos complementares e caminham lado a lado com o desenvolvimento do país. Ele ressaltou que estudos comprovaram a viabilidade de ambas as estruturas e que não há conflito entre elas. “As ferrovias e a rodovia andam em paralelo com o nosso desenvolvimento”, concluiu, ao afirmar que o Brasil só avançará quando investir de forma estratégica em infraestrutura.




























