Em meio à disputa territorial entre Mato Grosso e Pará por uma área de cerca de 22 mil quilômetros quadrados, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) adotou um tom de desafio e defendeu que a própria população da região seja chamada para decidir a qual estado deseja pertencer. A declaração, em entrevista à imprensa surge após manifestações da governadora do Pará, Hana Ghassan (MDB), sobre o impasse que segue na Justiça.
Longe de alimentar a polêmica, Pivetta afirmou que encara o assunto com tranquilidade e destacou que a questão já está sendo analisada judicialmente. Segundo ele, independentemente da discussão nos tribunais, quem está presente no dia a dia da população local é o Governo de Mato Grosso.
“Olha, para falar a verdade, eu tratei isso com pouca importância, porque esse assunto está judicializado. Quem cuida dessa região é o Governo de Mato Grosso. Somos nós que damos assistência, estradas, saúde e educação. É em Mato Grosso que esse povo encontra resposta para as suas necessidades”, afirmou.
O governador em exercício ressaltou que os moradores da área disputada mantêm vínculos diretos com os municípios mato-grossenses e utilizam a estrutura oferecida pelo Estado para acessar serviços essenciais. Para ele, essa realidade precisa ser levada em consideração na resolução do conflito.
“Se não houver outra solução, basta fazer um plebiscito e perguntar para as pessoas que moram nessa região qual estado elas querem integrar, se é o Pará ou Mato Grosso. Acho que a melhor coisa seria fazer isso”, declarou Pivetta.
A proposta coloca a população no centro de uma disputa que envolve território, arrecadação e influência política. Enquanto o embate segue nos tribunais, a sugestão de consultar os moradores promete ampliar o debate sobre quem, de fato, exerce presença e influência sobre uma das regiões mais cobiçadas da fronteira entre os dois estados.




























