Deputado questiona ganhos políticos de uma composição entre os partidos e aponta divergências ideológicas
As movimentações em torno da disputa eleitoral de 2026 já começam a provocar debates dentro dos principais grupos políticos de Mato Grosso. Um dos temas que tem ganhado força nos bastidores é a possibilidade de a deputada estadual Janaína Riva buscar o apoio do PL em uma eventual candidatura ao Senado.
Ao comentar o assunto, o deputado federal Rodrigo da Zaeli afirmou que a busca por alianças é um movimento natural de qualquer candidato, mas ponderou que acordos políticos precisam ser construídos com base em benefícios concretos para ambos os lados.
“Primeiramente é natural todo candidato querer apoio de outros candidatos, de outros partidos. Querer apoio é sempre bom, a gente sempre quer apoio. Agora tem que ver qual é o benefício de um partido apoiar o outro. O que você ganha com essa troca de apoios? Ganha eleitoralmente, perde eleitoralmente, ganha no discurso, ganha no tempo de TV, ganha no fundo partidário. Sempre existe essa compensação que precisa ser analisada para que a aliança seja vantajosa para todos os envolvidos”, afirmou.
Apesar de reconhecer a importância das articulações eleitorais, Zaeli disse não enxergar vantagens para o PL em uma eventual aproximação com o MDB. Segundo ele, o histórico de posicionamentos da legenda no Congresso Nacional pesa contra a construção dessa aliança.
“Eu não vejo muito atrativo com o MDB. Hoje é um partido que, na minha visão, sempre votou com a esquerda. Os deputados federais que passaram pelo MDB ou que têm ligação com o partido continuam mantendo posições alinhadas ao governo federal. Eu sou de direita, tenho meus princípios e valores, e muitas vezes vejo esses valores sendo atropelados pelo governo e pelo PT. Por isso, existe uma incompatibilidade política que não pode ser ignorada”, declarou.
O parlamentar também criticou o que considera uma contradição entre o discurso eleitoral e a atuação de alguns políticos em Brasília. Para ele, o alinhamento ideológico deve ser um dos principais critérios para a formação de alianças.
“Na hora da eleição é fácil vestir uma roupa verde e amarela e defender determinadas bandeiras. Mas o que conta é como se vota lá na Câmara Federal. Se os parlamentares apoiam o governo nas principais pautas, o caminho natural seria uma aliança com o próprio PT. Esse é o meu pensamento, expresso de forma clara e transparente. Mas faço questão de destacar que essa é uma opinião pessoal. Eu não sou o dono do partido em Mato Grosso, sou apenas um deputado federal que responde às perguntas e participa do debate político sem fugir das discussões”, concluiu.
Com informações da Assessoria.



























