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TSE julga nesta terça decisão que suspendeu pesquisa sobre Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro alega sigilo contratual para justificar a omissão sobre contato com Daniel Vorcaro, que teria financiado filme sobre o pai com R$ 61 milhões. (Foto: Andressa Anholete/ Agência Senado)

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve decidir nesta terça-feira (9) se mantém ou revoga a decisão individual do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a retirada do ar de uma pesquisa divulgada pelo Instituto AtlasIntel. O levantamento apontava queda de cinco pontos nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de um áudio em que ele pedia recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão, tomada na segunda-feira (8), atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL) e determinou que o instituto suspenda a divulgação, o impulsionamento e a republicação da pesquisa até nova análise do caso. Em nota, a AtlasIntel informou que está colaborando com a Justiça Eleitoral e fornecendo informações sobre a metodologia utilizada no levantamento.

O PL argumenta que o questionário da pesquisa teria sido elaborado para induzir respostas negativas sobre Flávio Bolsonaro. Segundo a legenda, oito das 49 perguntas tratavam diretamente do Banco Master e foram apresentadas de forma sequencial, criando uma narrativa que poderia influenciar a percepção dos entrevistados. O partido também questiona o uso do áudio envolvendo o senador, alegando que não há comprovação de sua autenticidade.

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Ao conceder a liminar, Nunes Marques afirmou que a controvérsia não se restringe a escolhas metodológicas da pesquisa, mas envolve a possível utilização do questionário como mecanismo de indução do eleitor. O ministro destacou ainda que outras pesquisas realizadas pelo instituto não apresentaram estrutura semelhante nem utilizaram conteúdo relacionado ao áudio.

Além de Nunes Marques, participarão do julgamento os ministros André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha. O resultado é acompanhado com atenção por especialistas e integrantes da Justiça Eleitoral, por ser visto como um indicativo de como a atual composição do TSE deverá atuar em casos sensíveis durante o período eleitoral.

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