Bolsonaro muda estratégia e inicia a semana sem muito barulho

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Sem barulho

A posse do novo diretor-geral da Polícia Federal não provocou ecos aqui em Brasília. Rolando Alexandre de Souza, tomou posse nesta segunda-feira (4) em cerimônia fechada no Palácio do Planalto, com poucos convidados. H´=a quem diga que tudo ficou com o presidente Jair Bolsonaro queria. Ele é considerado “braço direito” do diretor-geral da Abin, Alexandre Ramagem, a primeira escolha e predileto do presidente para comandar a PF. 

Fogo amigo?

Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, como uma das testemunhas da interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. O que mais ouvi hoje aqui em Brasília foi piadas a respeito. Ora bolas, o general é amigo de Bolsonaro e tem status de ministro. Será que ele vai depor contra o chefe? Sei não. Já vi que não vai dar em nada. Mais um motivo para o presidente dizer: e dai?

Impeachment de novo

E por falar  em Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso acredita que caso o presidente descumpra qualquer decisão judicial poderia ser considerado culpado pelos “crimes comum de desobediência e de responsabilidade, passível de impeachment”. No caso, ele se refere a divulgação dos exames feitos por Bolsonaro para verificar se foi contaminado ou não pelo novo coronavírus. Será que tudo vai virar impeachment mesmo?

PGR reage

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu investigação sobre agressões a jornalistas durante ato realizado em Brasília, neste domingo (3), na Praça dos Três Poderes. O fotógrafo Dida Sampaio registrava imagens do presidente em frente à rampa do Palácio do Planalto quando foi agredido. O motorista do jornal, Marcos Pereira, que apoiava a equipe de reportagem, levou uma rasteira. Como ninguém foi preso ou identificado, poderá ser mais uma daquelas investigações engavetadas por falta de provas.

Pacote mantido

Aqui no Congresso Nacional corre rumores de que a Câmara dos Deputados vai manter as alterações feitas pelo Senado no pacote de socorro do governo federal a estados e municípios. O tema já foi minado e não há mais o que se discutir, apenas votá-lo. O valor pactuado é de R$ 60 bilhões e foi fechado mantendo a linha da proposta apresentada pela Câmara. Governadores já estão contando com a grana, que será parcelada em três vezes.

Boa ideia

A Caixa Econômica decidiu mudar a estratégia de pagamento da ajuda de R$ 600 reais a cerca de 40 milhões de brasileiros por conta da crise provocada pelo novo coronavírus. A decisão saiu depois de uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro Onyx Lorenzoni. Simples: a Caixa vai intercalar  o pagamento entre beneficiários do Bolsa Família e trabalhadores que não tenham conta em banco para evitar aglomeração. Por que não pensaram nisso antes? Vai saber!

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