A morte brutal do cão comunitário “Orelha”, na Praia Brava, em Florianópolis (SC), segue provocando repercussão nacional e forte mobilização nas redes sociais e em ações públicas por justiça e combate aos maus-tratos a animais. O caso, que ganhou grande repercussão desde o início do mês, reascendeu o debate sobre violência contra animais e as implicações legais dessa conduta no Brasil.
Segundo as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, quatro adolescentes são suspeitos de terem atacado o animal, que foi encontrado com ferimentos graves e posteriormente submetido à eutanásia por causa da gravidade dos traumas. A morte do cão gerou protestos de moradores locais, hashtags como #JustiçaPorOrelha e petições online que já somam centenas de milhares de assinaturas exigindo punições mais severas aos responsáveis pelos maus-tratos.
A Justiça também tem atuado para equilibrar a investigação com a proteção legal de menores. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) determinou a remoção de postagens em redes sociais que permitam identificar os adolescentes investigados, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em medida que busca preservar direitos como privacidade e honra enquanto as apurações continuam.
A comoção ultrapassou as fronteiras das redes, inspirando protestos no local onde Orelha vivia, mobilizações em outras cidades e até a discussão sobre adoções de animais em situação de rua. Organizações de proteção animal e figuras públicas têm usado a visibilidade do caso para reforçar a importância de políticas mais rígidas contra maus-tratos e de uma cultura de respeito e cuidado pelos animais.












