O deputado federal José Medeiros (PL) elevou o tom ao acusar a base governista de arquitetar uma manobra “cirúrgica” para impedir a convocação de Jorge Messias, o “Bessias”, na CPMI do INSS. Segundo ele, a operação foi executada com precisão milimétrica: aliados do governo teriam substituído, de última hora, os membros que votariam o requerimento — uma troca que, para o parlamentar, não deixa dúvidas sobre a intenção de barrar o avanço da investigação.
Messias, atual advogado-geral da União e indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal, voltou ao centro da disputa política após o histórico episódio da Lava Jato em que áudios divulgados mostraram Dilma Rousseff informando que enviaria a ele o termo de posse de Lula na Casa Civil para garantir foro privilegiado e impedir sua prisão. Para Medeiros, esse passado explica a movimentação repentina na CPMI.
O deputado afirmou que a convocação estava pronta para ser votada quando a base governista, “num piscar de olhos”, trocou os parlamentares que poderiam aprovar o pedido. Para ele, o gesto é claro de uma tentativa descarada de blindar Messias. “Quando a verdade ameaça aparecer, trocam membros como quem troca peça de tabuleiro. Isso não é estratégia, é blindagem — com endereço certo”, disparou.
Segundo Medeiros, a convocação era essencial para que Messias explicasse decisões da AGU que impactam diretamente o produtor rural e a segurança jurídica no campo. “Para alguns parece tema distante, mas para Mato Grosso não é. O campo vive de estabilidade. E quando o governo age para calar explicações de um indicado ao Supremo, o recado é simples de transparência que só serve quando convém”, criticou.
Ele também mirou parte da bancada mato-grossense no Senado, acusando parlamentares de “manter a lanterna apagada” diante de conflitos institucionais em Brasília. Para Medeiros, o episódio na CPMI expõe mais sobre o sistema político do que sobre o próprio Messias. “A verdade é que boa parte da nossa bancada se cala em Brasília e só acende a lanterna quando pisa em Mato Grosso. Em 2026, teremos a chance de trocar esse povo da lanterna apagada. O produtor rural não pode ser espectador enquanto Brasília se dedica a esconder respostas”, concluiu.
Fonte: Da Assessoria






























