MATO GROSSO

Final de semana é marcado por tragédia em Praia Grande, governador em exercício se reúne com prefeito e autoridades locais e presta solidariedade às vítimas do acidente de balão

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Oito pessoas morreram no sábado, durante a queda do balão com 20 pessoas, mais o piloto, durante um passeio turístico na cidade de Praia Grande. Quatro vítimas foram queimadas e outras morreram ao saltar do balão, aponta análise da Polícia Científica. Entre as vítimas da queda de balão em Praia Grande estão médicos, um treinador de patinação e dois casais catarinenses. Oito pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Quatro destas vítimas teriam morrido queimadas, enquanto as outras quatro teriam morrido ao saltar do balão, as informações foram divulgadas pelo Governo de SC durante uma coletiva de imprensa. Segundo depoimento do piloto, o incêndio teria iniciado na base do cesto do balão, onde havia um pano, um botijão de gás e um maçarico. Ele afirma que tentou apagar as chamas usando o extintor de incêndio, mas não conseguiu. Mesmo assim, ele conseguiu fazer uma descida de emergência. A manobra possibilitou que alguns passageiros saltassem do balão antes que ele voltasse a subir e caísse já em chamas. A operação de resgate mobilizou força-tarefa com dois helicópteros, nove ambulâncias, entre elas do SAMU e do Corpo de Bombeiros, cerca de 90 profissionais de segurança, além do apoio das equipes dos municípios de Torres e Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul. Cinco pessoas buscaram atendimento no Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Praia Grande. Três foram por dores causadas pela queda e duas com queimaduras de segundo grau. Essas últimas seguem internadas, mas em estado estável e sendo acompanhadas de perto, principalmente por estarem em choque. Entre os 21 ocupantes, não havia crianças. Os corpos das vítimas foram encaminhados ao Instituto Médico Legal de Araranguá, onde passam por perícia. O governo de Santa Catarina decretou luto oficial de três dias.

PRIMEIRA TRAGÉDIA

Com mais de 40 mil voos realizados desde 2017, a cidade de Praia Grande viveu neste fim de semana a sua primeira tragédia no balonismo. Não há um número exato de quantos voos foram feitos em Praia Grande desde 2017, quando o balonismo iniciou na cidade. Entretanto, conforme estimativas da Secretaria de Cultura e Turismo, a quantidade é maior que 40 mil, sendo a maior indústria do município. Até então, não havia relatos de acidentes com mortes nesta atividade em Praia Grande, que é constantemente lembrada como a Capadócia Brasileira. Atualmente, mais de 30 empresas prestam o serviço na cidade, com 70 balões em operação. Estima-se algo entre 6 a 8 mil voos por ano na região.

AUTORIDADES AGUARDAM LAUDOS PARA DESENVOLVER AÇÕES PREVENTIVAS

A investigação para apurar a causa do acidente e identificar se houve crime, seja por negligência ou intencional, iniciou assim que as autoridades acessaram o local do acidente. O inquérito conduzido pela Polícia Civil tem até 30 dias para ser concluído, com possibilidade de prorrogação por mais 30. O balão que caiu tinha capacidade para carregar até 27 pessoas, ou 2.875 kg.

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O governador em exercício, Francisco de Oliveira Neto, esteve neste domingo, 22, em Praia Grande, onde se reuniu com o prefeito Elisandro Pereira Machado e autoridades locais para tratar do acidente de balão ocorrido neste sábado, 21. Os secretários de Estado da Saúde, Diogo Demarchi e da Segurança Pública, Flávio Graff também estiveram na reunião na prefeitura municipal. Além da prefeitura, o governador em exercício também esteve no Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Praia Grande, onde foi realizado o atendimento prestado às vítimas do acidente. Ele reforçou a importância do pronto atendimento hospitalar em situações emergenciais e elogiou a estrutura e a atuação do serviço público de saúde. “O acolhimento, a agilidade e o cuidado humanizado fizeram toda a diferença para minimizar o sofrimento dos envolvidos. Estamos aqui em solidariedade ao município e também para reforçar o pronto atendimento do Estado em todas as esferas, nos colocando à disposição no que for preciso ”, destacou Oliveira Neto. O balão levava 21 ocupantes, resultando em oito mortos e 13 feridos. Destes, cinco foram atendidos no Hospital Nossa Senhora de Fátima com ferimentos leves, mas apresentando grande abalo psicológico. A equipe da unidade atuou prontamente, oferecendo cuidados clínicos “Atuamos integralmente com a parte clínica e de saúde mental, que esteve ao lado dos pacientes até que todos estivessem liberados com segurança física e emocional”, detalha o diretor da Associação Hospitalar Nossa Senhora de Fátima, Jean Gonçalves

REGULAMENTAÇÃO BALONISMO

O Ministério do Turismo informou que pretende avançar nesta semana, em reunião com entidades interessadas, na regulamentação da exploração do balonismo para fins turísticos no país. A pasta lamentou a queda do balão em Praia Grande. Oito pessoas morreram na tragédia, carbonizadas ou ao pular para fugir das chamas. “A expectativa é que, já na próxima semana, haja um avanço significativo nesse processo, em decorrência de uma reunião com as entidades envolvidas no tema”, informou a pasta, que disse discutir o assunto desde o início do ano.

Hoje, o balonismo é praticado no Brasil como “atividade aeroesportiva”, esclareceu no sábado a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Portanto, os voos de balão são feitos “por conta e risco dos envolvidos”. Não existe no país, por exemplo, nenhuma habilitação técnica para pilotos de balão de ar quente nem certificação para atestar a segurança das aeronaves.

Segundo o ministério, o objetivo do governo é fazer com que o país “possua uma regulamentação específica e clara para a operação de voos de balão em atividades turísticas, visando garantir a segurança dos praticantes e impulsionar o desenvolvimento desse segmento no Brasil”. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) está envolvido nas discussões para regulamentar o balonismo de turismo no país. As prefeituras de Praia Grande (SC) e da vizinha Torres (RS), reconhecida como capital brasileira do balonismo, dizem buscar há anos uma regulamentação e maior profissionalização da atividade, diante do aumento da prática e do impacto dos passeios turísticos sobre a economia regional nos últimos anos. As duas cidades ficam numa região com cânions de grande beleza cênica, como os localizados nos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, além de terem condições geográficas e meteorológicas propícias para o balonismo.

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*PRÁTICA ESPORTIVA*

Ainda no sábado, a Confederação Brasileira de Balonismo divulgou nota em que esclarece ter como objetivo fomentar a prática esportiva do balonismo, mas sem qualquer competência para regular ou fiscalizar passeios turísticos em balões de ar quente. “Neste instante delicado, nos unimos em respeito às famílias enlutadas. Que encontrem força para atravessar esse momento. Seguiremos atentos aos desdobramentos no que diz respeito ao que nos afeta ou ao nosso alcance, dentro das atribuições que nos cabem legalmente”, diz o texto assinado pelo presidente da confederação, Johny Alvarez.

TRABALHO DA POLÍCIA

O trabalho da Polícia Científica foi realizado de pronto, não só em relação ao local, mas também em relação à identificação das vítimas, que foi concluída ontem. O fato agora segue com investigação da Polícia Civil. A Polícia Civil instaurou o procedimento policial que será concluído conforme a legislação em até 30 dias e pode ser prorrogado. A nossa Polícia Científica está levantando todos os elementos para fornecer subsídios a esse inquérito policial, utilizando os equipamentos mais modernos, equipamentos de scanners tipo 3D, para registrar o local a fim de ser revisitado tantas vezes quantas forem necessárias.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIENTÍFICA

A Polícia Científica de Santa Catarina foi acionada, no sábado (21 de junho), para atender à ocorrência da queda de um balão no município de Praia Grande. Foram organizadas frentes de atuação nas áreas de Engenharia Forense, Antropologia Forense, Papiloscopia, Medicina Legal e Genética Forense. As vítimas fatais foram levadas para a unidade da Polícia Científica, onde foram realizados os exames periciais necessários. A Polícia Científica se solidariza com os familiares das vítimas e reafirma seu compromisso com a sociedade: utilizar a ciência para a promoção da justiça e da cidadania.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil informou que trabalha com uma linha principal de investigação. A suspeita é que um incêndio tenha começado no próprio cesto do balão, possivelmente causado por um maçarico que não fazia parte da estrutura original da aeronave. As informações serão divulgadas em coletiva após a conclusão do Inquérito Policial, as investigações podem durar cerca de 30 dias. Os trabalhos estão sendo concentrados no inquérito policial neste momento.

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