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“Perde o pouco que tem e ainda se vicia”, diz psicóloga sobre apostas online e a exploração de vulnerabilidades financeiras

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Em entrevista ao 4° episódio do vídeocast Canal RDM, do Grupo Rede de Mídias (RDM), a psicóloga Melissa Marques destacou os perigos das apostas online, conhecidas como “bets”, que se tornaram populares no Brasil após sua legalização pelo Congresso.

Segundo ela, essas plataformas têm afetado principalmente pessoas em situações financeiras precárias, levando-as a perder economias duramente conquistadas. Melissa observou que, frequentemente, indivíduos com profissões de baixo salário, como professores, têm sido vítimas desse fenômeno.

“Outro dia, a gente estava brincando e conversando, várias pessoas falando que o Fulano de tal perdeu tudo que tinha juntado. E eu falei, mas qual é a profissão do Fulano de tal? Eu falei, mas como que perdeu? Como que juntou? Porque o professor é uma profissão desgastante, valorizada, ganha pouco. E aí, como que juntou? Como perdeu, a gente sabe, é fácil”, explicou Melissa.

A psicóloga explicou que o vício em apostas é alimentado por promessas de enriquecimento rápido, o que cria uma expectativa irrealista nos apostadores. Ela afirmou: “A expectativa é mudar de vida, só que a realidade perde o pouco que tem e ainda se vicia”.

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Além disso, Marques enfatizou que a responsabilidade não deve recair apenas sobre os indivíduos que consomem esses serviços, mas também sobre aqueles que os promovem. “É imoral, tá legalizado tá então mas é imoral vamos combater vamos sensibilizar as pessoas mas talvez sensibilizar talvez não quem vai divulgar mas quem vai consumir a mesma coisa”, disse ela.

Essas preocupações estão sendo abordadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, instalada no Senado Federal em novembro de 2024. A comissão investiga a crescente influência dos jogos de apostas online no orçamento das famílias brasileiras, sua possível associação com organizações criminosas e o uso de influenciadores digitais na promoção dessas atividades.

Dados do Banco Central indicam que cerca de 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família transferiram R$ 3 bilhões para empresas de apostas em agosto de 2024, evidenciando o impacto financeiro significativo dessas práticas em populações vulneráveis.

Veja episódio completo do Canal RDM com a psicóloga Melissa Marques:

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