Setor investe na capacitação de mão de obra para trabalhadores de calcário

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Em um mercado de trabalho cada vez mais concorrido, empresas e sindicatos têm atuado de forma conjunta investindo em cursos de capacitação como uma forma de valorizar, manter e ao mesmo tempo, atualizar seus colabores em áreas do comércio varejista e atacadista. Nas indústrias a valorização do profissional é uma realidade.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Extração do Calcário de Mato Grosso (SinecalMT), Kassiano Riedi, os profissionais da área de mineração e do campo são de extrema importância para o desenvolvimento do Estado, pois contribuem com atividade que mais movimenta o setor econômico de Mato Grosso que é a agricultura.

“O Sinecal vem atuando junto aos associados promovendo cursos de capacitação de mão de obra com o auxílio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SenaiMT). Formamos recentemente 4 turmas, entre elas, de operador de pá carregadeira, operador de escavadeira, eletricista e mecânico industrial”, disse.

Os cursos foram ministrados na região de Nobres (a 123 km de Cuiabá), onde concentra o maior número de indústrias de mineração de calcário no Estado, sendo onze no total, e que contou com 91 participantes de 12 empresas associadas ao sindicato. Para Kassiano Riedi, investir em saúde e segurança do trabalho significa adotar medidas que visam minimizar os acidentes e as doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho dos colaboradores.

Mato Grosso é conhecido como o celeiro do país por ser o maior produtor de soja, milho, algodão e de rebanho bovino, e a exploração de calcário é um grande fator que contribui para que o Estado consiga se manter no ranking de maior produtor agrícola. “A iniciativa vem ao encontro das necessidades da categoria. Buscamos oferecer educação profissional voltada à capacitação de mão de obra do segmento, e com isso, além de gerar emprego e renda através de serviços formais e informais, garantimos maior segurança e cuidado dos colabores proporcionando mais qualidade de vida e conhecimento”, explica Kassiano Riedi.

De acordo com o gestor técnico e engenheiro agrônomo, de uma das associadas ao Sinecal, Carlos Pedro Alves dos Santos, existe uma carência no mercado de cursos voltados na área da mineração. “É uma oportunidade individual e ao mesmo tempo coletiva, pois traz segurança às empresas de que o colaborar possui conhecimentos técnicos e teóricos sobre a atividade e agrega valor no currículo do funcionário, abrindo novas portas no futuro”.

Segurança do trabalhador

Em alusão ao Dia do Trabalhador, neste 1º de maio, o mês anterior se comemora o Abril Verde, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, após um grave acidente que matou 78 pessoas em uma mineradora no estado norte-americano. Para a técnica em segurança plena, Tania Danubia de Lima, além dos cursos de capacitação e atualização para trabalhadores da indústria, é fundamental orientação e prevenção sobre acidentes de trabalho.

A profissional de segurança explica que os acidentes de trabalho são causas constantes no país. Em 2018 foram registrados 895.770 acidentes no local de trabalho, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho criado pelo criado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

“Nos cursos, os funcionários aprendem na teoria e na prática, a importância do uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Equipamentos de Proteção Coletivo (EPCs). Uma segurança tanto para o trabalhador quanto para empresa, que é obrigada a fornecer todo material de trabalho em perfeito estado para uso. Ausência dos EPIs pode causar advertência e até mesmo desligamento da entidade”.

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