O futuro de Mato Grosso passa pela industrialização do estado, afirma superintendente da Fiemt

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“De forma direta e indireta, a indústria responde por mais de 50% da arrecadação do Estado. O futuro de Mato Grosso passa pela industrialização do estado”. A afirmação é do superintendente da Fiemt, Mauro Santos, durante o evento “Dia de Rondon”, que debateu as novas fronteiras econômicas para o Estado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), em Cuiabá.

Ele citou, como exemplo, que ao industrializar 50% do milho que é exportado a geração de riqueza saltaria de R$ 3 bi para R$ 9 bilhões.

“Mas para isso acontecer, a indústria precisa de incentivo, que vai além do Prodeic. O Estado arrecadou em 2017 R$ 9 bilhões, desses 3,5 foi contribuição direta da indústria. Considerando a massa salarial dos 148 mil trabalhadores da indústria, com efeito multiplicador, foram arrecadados mais R$ 2,2 bi aos cofres públicos. Então, pessoas empregadas geram arrecadação e benefícios ao estado. Para isso, precisamos ter uma política de desenvolvimento”, disse Santos.

Segundo o superintendente, é preciso sair da esfera das expectativas e tornar as políticas realidades. “O ambiente atual dificulta a atração de investimentos, geração de emprego e renda. Se o investidor de fora me perguntar vou ter que dizer que a carga tributária da energia elétrica aqui é 47% mais cara que no Mato Grosso do Sul e que nossas taxas, tributos e contribuições no setor de base florestal são 200% mais caras do que nos estados do Pará, Acre e Rondônia”, destacou.

Para Santos, a agroindústria contribuirá com o desenvolvimento econômico mato-grossense. “A indústria precisa de incentivo. Se todos nós unidos, com uma política de incentivo e de investimento sérias, poderemos fazer muito mais ao industrializar essa riqueza do agro que temos em Mato Grosso”.

Para a deputada estadual, Janaína Riva, a audiência pública foi uma forma de ressaltar a importância do Marechal Cândido Rondon, patrono das comunicações, data celebrada em 5 de maio. Ela destacou o potencial do estado em setores como a mineração e a necessidade em ampliar a malha ferroviária para escoar a produção.

“Hoje temos um Estado que tem uma produção de minério altíssima e não exploramos isso como deveríamos. Essa pode ser uma nova saída econômica para Mato Grosso. A Metamat ainda carece de muita estrutura e é pouco explorada. Vamos discutir aqui os novos potenciais do Estado e o que falta para avançarmos”, disse a deputada.

O senador Wellington Fagundes alertou sobre a necessidade de se fazer um planejamento adequado com a política governamental voltada aos pequenos produtores. “É garantir a lucratividade e o desenvolvimento concreto do estado. Hoje, temos a FICO sendo discutida pelo governo federal, principalmente, o trecho de Campinápolis até Água Boa. Temos também a Ferrogrão sendo discutida e o avanço da Ferronorte, no trecho de Rondonópolis, Cuiabá e Nortão”.

O encontro também contou com participação dos deputados Max Russi, Wilson Santos, secretario adjunto da Casa Civil, Carlos Brito, secretário da agricultura Familiar (Seaf-MT), Silvano Amaral, prefeito de Aripuanã Jonas Canarinho, reitor do Instituto Federal de MAto Grosso (IFMT), Willian de Paula, historiador Alfredo da Mota Menezes e representante do grupo Rumo Logística Vinícius Corrêa.

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