Modulação hormonal pode gerar depressão, afirma médico

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O estilo de vida moderno, a busca constante pela juventude e as inúmeras possibilidades de tratamentos oferecidos pelo mercado através da mídia fazem com que as pessoas se submetam a “loucuras” em busca de vitalidade e saúde plena. No entanto, é preciso muita atenção para não cair em armadilhas que, ao invés da saúde, gerem problemas. A consideração é do médico mato-grossense Marcelo Maia, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia.

 

Uma das promessas do momento e também alvo de grandes polêmicas e discussões com os profissionais é a modulação hormonal, tratamento baseado em hormônios bioidênticos (iguais aos produzidos pelo corpo), aminoácidos, vitaminas e antioxidantes. A promessa é que o corpo atinja um padrão hormonal comparável ao da juventude plena, dos 18 aos 21 anos.

 

No entanto, o tratamento que promete otimizar os níveis hormonais e fazer o corpo operar em potência máxima, possui efeitos colaterais e, quando deixa de funcionar, alguns sintomas podem levar semanas ou meses para desaparecer. Os sintomas podem ir desde insônia a quadros depressivos.

 

Marcelo Maia  enfatiza que de nada adianta se sentir um “super-herói” e depois ter sintomas como acnes, engrossamento da voz, arritmia, depressão, entre outros problemas. Médico faz um alerta para que as pessoas não se iludam com promessas milagrosas, inclusive destaca que a “especialidade em Reposição Hormonal” não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina.

 

O médico destaca que muitos profissionais da saúde, como nutrólogos e dentistas, têm oferecido a modulação. Trata-se de propaganda enganosa. Maia salienta que a reposição hormonal só deve ser feita em casos reais de necessidade e de forma individualizada, com profissionais habilitados para tal procedimento. Como exemplo: corticóide, testosterona, hormônio do crescimento, que são normalmente procurados nos consultórios.

 

Na busca pela juventude eterna, até a internet tem sido aliada de pessoas que realmente creem nos resultados milagrosos. “Serviços” vão desde procedimentos estéticos à cura do câncer, por exemplo.

 

Uma das situações que chamaram atenção recentemente nas redes sociais é a de um médico cujo perfil possui os requisitos  e títulos de MSc, PhD, pós-doutorado na University of Michigan (como criador da Modulação Hormonal Nano), doutorado e mestrado em Medicina.

 

Em sua página do Instagram, o suposto médico oferece tratamentos de ovários policísticos, ensina a prescrição de hormônios e, o mais impactante, oferece a cura do câncer usando a reposição hormonal.    

 

Reposição hormonal

 

Marcelo Maia explica que a realização da reposição hormonal só deve ser feita nos casos de deficiência do hormônio, da específica identificação, com acompanhamento médico especializado, observando todos os riscos e benefícios da reposição.

Por exemplo, no caso do hipotireoidismo, um problema no qual a glândula da tireóide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo, usa-se a Levotiroxina, na dosagem modulada pelo endocrinologista, de acordo com a necessidade do organismo, a partir de exames de sangue que vão medir os níveis do hormônio estimulador da tireoide (TSH) e do hormônio da tireoide (T4). É detectada a existência da doença, quando tem TSH elevado e níveis baixos de T4 no sangue.

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