Mercados à espera da redução dos juros básicos

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Os mercados já se anteciparam aos bancos centrais e reduziram os juros praticados em função da manutenção da inflação em níveis baixos e da desaceleração da economia. Isso vale tanto para os EUA como para o Brasil. Lá o PIB veio acima do esperado, mas com fraqueza do consumo das famílias e dos investimentos das empresas. Os números recentes do mercado de trabalho e da produção industrial mostram queda sensível do ritmo da maior economia do planeta. Aqui, o PIB do segundo trimestre deve repetir a tendência dada pelos dois imediatamente anteriores, com o risco de colocar o país em uma recessão técnica. Os dois últimos índices de inflação ao consumidor divulgados, IPCA de maio e IPC-S do dia 15/06, mostram que os choques se dissiparam e que a inflação vai voltar a ficar abaixo da meta.

Com esse cenário de inflação e atividade econômica nas mãos, os comitês de política monetária devem manter os juros com uma sinalização de queda nas próximas reuniões. No FED, as ameaças de D.Trump e se juntam à percepção de que os efeitos da guerra comercial americana já estão se disseminando na economia. No BCB, as expectativas coletadas junto ao mercado e divulgadas pelo relatório Focus de segunda-feira, mostram queda da SELIC esperada para o final de 2019, de 6,5% para 5,75%. O início do ciclo deve ser na próxima reunião, de 30 e 31 de julho.

Os impulsos das taxas básicas são inquestionáveis e devem ter colaborado para tornar a desaceleração mais intensão. Os efeitos sobre os preços, em particular sobre os preços dos ativos como ações, são muito intensos e podem ser os responsáveis pelos sucessivos recordes do S&P500 e do Ibovespa, mesmo em ambientes de baixo crescimento. O S&P500 está se preparando para romper a forte resistência dos 2.960 pontos e bater mais um recorde. O Ibovespa, por uma vez, está tentando romper os 100 mil pontos, em um ciclo de alta que começou em 37.500 pontos, em janeiro de 2016.  OIbovespa caiu na abertura, seguindo o exterior, e está saindo a 99.450 pontos. O dólar sobe 0,3%, saindo a R$ 3,875 e os juros para jan/2027 estão saindo no ajuste, a 7,89%.

Fonte: Gueratto Press

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