Com risco de perder membros inferiores, idosa aguarda por cirurgia no Pronto Socorro de Cuiabá

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Evelyn Souza

Uma senhora de 63 anos aguarda na fila de espera do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá por uma cirurgia vascular urgente desde o dia 18 de fevereiro.  Caso não ocorra o procedimento, ela corre risco de ter amputados os pés, pernas, braços e mãos (membros inferiores).

O procedimento denominado “ponte-tromboendarterectomia aorto-femoral”, tem alto custo para a família e a idosa está sendo medicada de hora em hora por sentir fortes dores. Por conta das altas doses de medicamentos para conter a dor, Martinha ficou até mesmo sem se alimentar por quatro dias e esperou 14 dias no corredor do hospital até conseguir uma vaga na enfermaria.

Para tentar agilizar a operação, a filha da idosa procurou a Defensoria Pública, mas liminar foi negada pelo juiz do Juizado da Fazenda Pública, porém solicitou orçamento do procedimento na rede hospitalar particular para que assim possa fazer uma nova avaliação.

 

Segundo R.M.O. filha de Martinha, hospitais particulares se recusam dar o orçamento da cirurgia sem fazer uma consulta. O que não seria possível neste momento pela família por não ter condições financeiras de arcar com despesas de procedimento cirúrgico.  O médico que atende Martinha explicou que ela precisa da prótese de Dacron, que não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A filha formalizou uma reclamação junto à Ouvidoria Municipal de Saúde de Cuiabá no dia 13 de março, queixando-se da demora na transferência da mãe para o Hospital Geral Universitário (HGU) para que seja feita a cirurgia, solicitada pelo próprio Pronto-Socorro no dia 25 de fevereiro.

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