Argentinos querem conhecer mais sobre cotonicultura de MT

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Um grupo de argentinos, que veio ao Brasil em busca de informações sobre a produção algodoeira, está visitando Mato Grosso esta semana. Desde ontem (quinta-feira), os argentinos estão percorrendo as regiões de Campo Verde e Primavera do Leste, para visitar fazendas de algodão, algodoeiras, unidades de indústria têxtil, e as instalações da Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro) e a Unidade Experimental do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt).

Integrado por produtores, pesquisadores e representantes da indústria de beneficiamento, o grupo visitou a sede da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) na noite de quarta-feira, e foi recebido pelo diretor executivo Décio Tocantins.

Durante cerca de duas horas, os argentinos fizeram muitas perguntas a Tocantins e à Juliana Sanches, analista de projetos do IMAmt, sobre vários aspectos da cotonicultura em Mato Grosso. Os visitantes, que estão sendo ciceroneados por Paulo Ribas, diretor da Cotimes do Brasil, demonstraram interesse em conhecer a história do algodão no estado e da criação da Ampa, e também sobre a importância do associativismo no agronegócio. Também fizeram perguntas sobre custos de produção e os principais problemas enfrentados no campo, como o bicudo do algodoeiro.

Considerado a principal praga da cotonicultura brasileira, o bicudo também está ameaçando a produção de algodão na Argentina. Segundo integrantes do grupo, a praga atingiu há um ano toda a área produtiva do país, estimada em 400 mil ha. Por isso, os visitantes argentinos estão muito interessados em saber mais sobre o que os cotonicultores de Mato Grosso – estado que cultiva nesta safra (2016/17) cerca de 626 mil ha e responde por aproximadamente 67% da produção brasileira de pluma – estão fazendo para controlar o bicudo, praga que dizimou os algodoais da Região Nordeste, de São Paulo e Paraná na década de 1980.

O diretor executivo da Ampa falou sobre iniciativas como a criação dos Grupos Técnicos do Algodão (GTAs), que vêm contribuindo para o controle do bicudo em Mato Grosso. Essa ação, que conta com a consultoria de especialistas renomados como o entomologista Walter Jorge dos Santos, consiste num trabalho coletivo, com a participação de pesquisadores do IMAmt, produtores e membros do corpo técnico de fazendas de cada região onde está instalado o GTA, em que todos trocam informações sobre as técnicas mais eficazes para controlar o bicudo e outras pragas do algodoeiro.

Antes de vir a Mato Grosso, os argentinos visitaram a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), em Brasília, e também unidades de produção em Goiás. Integram o grupo o engenheiro Ramiro Martín Casoliba, diretor do Centro de Investigação e Desenvolvimento do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (Inti) na Província de Santiago del Estero, e o engenheiro agrônomo Mario Mondino, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta).

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